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Arafat chama “Muro de Israel” na Cisjord�nia de medida racista

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Ramallah ? O líder palestino Iasser Arafat criticou, ontem, o ?Muro de Israel?, uma cerca que o governo israelense começou a construir ao longo de sua fronteira com a Cisjordânia, dizendo que é uma medida racista. ?É uma violação corrompida da nossa terra, um ato de racismo e apartheid que nós reprovamos totalmente?, frisou Arafat a repórteres durante uma visita a escolas da cidade de Ramallah, na Cisjordânia. Escavadeiras israelenses prepararam o terreno em parte da fronteira ontem para começar a construir uma cerca que, com os postos de fiscalização militar israelenses, dividirá a Cisjordânia e isolará cidades palestinas. Israel alega que a cerca tem como objetivo evitar ataques de militantes palestinos e que o projeto é uma questão de defesa, não de demarcação, mas os palestinos temem que Israel tome grandes áreas de seu território ao construir a cerca. Ultranacionalistas israelenses também criticam a construção da barreira, preocupados com o possível isolamento de cerca de 200 mil colonos judeus na Cisjordânia. A construção do muro foi aprovada em abril pelo premiê de Israel, Ariel Sharon. O ?Muro de Israel? correrá de Gilboa, no Norte, ao deserto da Judéia (Sul), com barreiras eletrônicas e tropas estacionadas em três pontos. De acordo com o jornal israelense ?Ha´aretz?, a cerca inteira, criada para evitar a penetração de terroristas palestinos, deve atingir 115 quilômetros, ao preço de 1 milhão de sheckels por quilômetro (totalizando cerca de US$ 23 milhões). Ontem, um palestino se matou perto de um posto de guardas da fronteira israelense no norte da Cisjordânia, um dia depois de Israel começar a levantar uma cerca eletrificada para prevenir atentados suicidas. O homem foi identificado por guardas da fronteira, que mandaram que parasse, momento no qual detonou uma carga explosiva que carregava junto ao corpo, danificando o veículo da patrulha, mas sem deixar vítimas.

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