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Israel explode QG de Arafat em Hebron

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Cisjordânia ? O Exército israelense destruiu, ontem à noite, a maior parte do quartel-general da Autoridade Nacional Palestina (ANP), em Hebron (Cisjordânia). O ataque foi realizado com explosivos e vários palestinos que estavam dentro podem ter morrido, segundo a rádio militar israelense. Várias escavadeiras retiravam os escombros para que soldados israelenses pudessem entrar no que restou do edifício, acrescentou a rádio. O Exército deve destruir todo o prédio nas próximas horas. Segundo militares israelenses, encontram-se dentro do quartel cerca de 15 palestinos procurados por Israel, a maioria membros do Tanzim ? grupo armado vinculado ao movimento Fatah do líder Iasser Arafat. O Exército declarou que deu um ultimato para os palestinos entrincheirados dentro do quartel se renderem, antes de explodi-lo. Ameaças Um importante funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que as restrições do Exército israelense à Cisjordânia e à faixa de Gaza representam uma séria ameaça ao trabalho humanitário com os refugiados palestinos, incluindo a distribuição de comida. Peter Hansen, chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), falou depois de conversas com o Congresso, que teria levantado dúvidas sobre o papel da agência nos campos chamados de ?refúgio de terroristas? por Israel. Hansen disse que o bloqueio de um mês ao porto de Gaza havia sido suavizado, mas que atrasos e restrições nas emissões de permissões para os funcionários locais da agência estavam atrasando seu trabalho para ajudar cerca de 865 mil refugiados registrados na faixa de Gaza e 618 mil na Cisjordânia. ?As permissões são emitidas com prazos muito curtos. Elas normalmente estão prestes a expirar quando são emitidas e agora eles não estão fazendo novas emissões?, explicou Hansen. ?Então temos partes de nossas instalações onde apenas 20% a 25% do pessoal faz funcionar porque o resto não têm permissão para atravessar o posto de controle israelense?. Aparentemente referindo-se a planos do Exército israelense de restringir ainda mais o movimento, ele acrescentou: ?Estamos diante de uma crise real e agora será ainda mais difícil agirmos na Cisjordânia?. Segundo ele, a invasão de Gaza havia causado uma situação de séria escassez no local.

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