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Arafat inicia reforma demitindo o chefe da seguran�a palestina

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Ramallah ? O líder Iasser Arafat destituiu, ontem, o chefe da polícia palestina Ghazi Jabali, como parte de uma reforma nos serviços de segurança. Jabali exercia cargo equivalente ao de general. Arafat também demitiu o chefe da defesa civil, Mahmud Abu Marzuk. Em setembro de 1997, o então ministro da Justiça de Israel, Tzahi Hanegbi, firmou uma petição de extradição de Jabali, devido ao seu suposto envolvimento em atentados contra israelenses, sobretudo contra colonos. A Autoridade Nacional Palestina (ANP), que é alvo de acusações de corrupção e de grande pressão internacional, revelou quarta-feira passada um plano de reformas em cem dias, em particular nos âmbitos de segurança, financeiro e judicial. No plano da segurança, os dois serviços preventivos, na faixa de Gaza e na Cisjordânia, assim como a polícia e a defesa civil, passarão ao controle do recém-criado ministério do Interior para que este ?seja reponsável por todas as questões que afetem a segurança interna?. Os Estados Unidos querem que esses serviços sejam reestruturados e reagrupados para aumentar sua eficácia na luta contra os grupos armados palestinos. Ontem, a presidência do conselho israelense acusou o chefe dos serviços de inteligência palestinos na Cisjordânia, general Taufic Tiraui, de estar envolvido na preparação de atentados. Golpe de Estado Apontado como um dos potenciais sucessores do líder palestino Iasser Arafat, Mohammed Dahlan afirmou que as exigências dos EUA para a derrubada do dirigente são, na verdade, pedidos para um ?golpe de Estado?. Ex-chefe dos serviços de segurança palestinos, Mohammed Dahlan escreveu no jornal britânico The Guardian que seria errado criticar ou substituir Arafat em um momento em que o presidente encontra-se ?sob cerco? na Cisjordânia, onde forças israelenses reocuparam sete cidades palestinas. Acusando a Autoridade Palestina, liderada por Arafat, de estar manchada pelo terrorismo, o presidente dos EUA, George W. Bush, exigiu a substituição dos atuais dirigentes palestinos, como parte de uma nova política para o Oriente Médio. Autoridades palestinas responderam que o mundo não poderia escolher os dirigentes do seu povo. Mas, sob pressão internacional, eles aprovaram um plano de reformas e prevêem realizar eleições no começo de 2003.

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