Internacional
Israel aprova lei que permite venda de terras s� aos judeus
Jerusalém e Washington ? O governo israelense aprovou um projeto de lei que reserva a venda de terras de propriedade do Estado aos judeus por razões de segurança, decisão considerada ?racista? pela esquerda, informou ontem uma fonte oficial. Este texto, aprovado ontem por 17 ministros contra dois e uma abstenção no Comitê Ministerial de Leis, foi apresentado pelo rabino Haim Druckman, deputado do Partido Nacional Religioso (que representa os colonos judeus), e ignora uma decisão emitida em março de 2000 pela Corte Suprema de Israel. Adotada por quatro juízes contra um, a decisão de 2000 pronunciava-se contra a discriminação entre judeus e árabes, beneficiando o casal de árabes israelenses, Adel e Imán Kaadan, que foi autorizado a comprar terras de um kibbutz (aldeia cooperativa) para morar no norte de Israel. ?A lamentável decisão do Gabinete israelense assemelha-se a um apartheid. Não contribui para a aproximação entre judeus e árabes?, opinou Kaadan, citado pelo jornal Maariv. Segundo a Associação para os Direitos Humanos em Israel (Acri), as terras do Estado representam 93% do território israelense. Paralelamente a essa decisão, soldados de Israel voltaram às proximidades da Igreja da Natividade, onde teria nascido Jesus, em Belém. Em Washington, o presidente George Bush reconheceu ontem alguns ?progressos? nas reformas feitas pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), exigidas pelo governo norte-americano como pré-requisito para apoiar a criação de um Estado palestino provisório. ?Acredito que tenham feito alguns progressos nas instituições, necessárias para criar um Estado palestino, o que nos dará confiança sobre sua habilidade para lutar contra as atividades terroristas?, afirmou Bush na Casa Branca, em Washington.