Internacional
Ingrid pede apoio para ajudar ref�ns
De um lado, abraços emocionados aos filhos; de outro, promessas de luta pela libertação de reféns. Em seu primeiro dia de liberdade após seis anos de cativeiro, a ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt, 46 anos, se dividiu ontem entre a maternidade e a política. Sua face política teve o ponto alto no fim da tarde, quando Ingrid disse em entrevista coletiva na Embaixada da França em Bogotá que o tema do acordo humanitário entre Farc e governo perdeu um pouco de lugar com o resgate, na quarta, dela e de mais 14 reféns. Ingrid defendeu uma solução negociada para a questão e pediu ?todo o apoio internacional?? para fazer com que ?as Farc compreendam que a opção da guerra está acabada??. ### ?Fui tratada como um cachorro na selva? Ingrid não perdeu a oportunidade apresentada pelos holofotes mundiais. Ela convidou os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, do Equador, Rafael Correa, e da Argentina, Cristina Kirchner, a ajudar a fortalecer a democracia na Colômbia. As atenções chegavam de todas as partes. Dirigentes políticos italianos apoiaram a ex-refém como candidata ao Nobel da Paz. Sobre os anos de cativeiro, ela disse que foi tratada ?como um cachorro??. ### Lula quer soltura de seqüestrados O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou ontem que a operação de resgate na Colômbia foi um evento ?extremamente importante para a humanidade??. ?Para mim é abominável manter pessoas seqüestradas por uma hora, quanto mais por 6 ou sete anos??, disse Lula. O presidente cumprimentou o governo colombiano pela vitória, uma ?vitória daqueles que amam a liberdade, [daqueles que são] da paz?. Lula pediu às Farc que libertem os outros reféns que ainda estão sob seu poder. ?Eu espero que as Farc tenham a sensibilidade de participar do jogo democrático e liberem todos os reféns que ainda existem??, disse. /// Betancourt e os filhos: ?Eles são minha luz. Por eles, continuei com vontade de sair da selva?. Foto: Reuters