Internacional
Agressor de Chirac � ligado a grupos que reverenciam Hitler
Paris ? O neonazista acusado de tentar atirar no presidente da França, Jacques Chirac, possui uma ficha policial na qual é associado com grupos de extrema direita que se opõem à imigração, que reverenciam a suástica e Hitler e que assombram o meio estudantil parisiense. Maxime Brunerie, 25, descrito por vizinhos como uma pessoa calma e discreta, envolveu-se em episódios de violência racial e concorreu como candidato a vereador pelo Movimento Nacional Republicano (MNR), uma legenda xenófoba, disse a polícia. E ele aparece na lista de ?hooligans?, torcedores de futebol violentos. Apesar de a polícia não ver uma ligação direta entre esses dados e a tentativa de assassinato realizada por Brunerie na parada anual do Dia da Bastilha, domingo, somados eles confrontam os franceses com um incômodo fantasma alimentado de ódio e violência. Culto da violência E a situação apenas piora quando lembrados do primeiro turno das eleições presidenciais, em abril, no qual Jean-Marie Le Pen, líder de extrema direita, ficou em segundo lugar, passando para o turno seguinte. Le Pen perdeu para Chirac na rodada final, mas o bom desempenho dele nas eleições não foi esquecido. ?Há um culto da violência?, disse à TV France 2 Michel Soudais, um estudioso da extrema direita. ?Ele (Brunerie) cresceu em uma atmosfera onde esse fascínio (pela violência) impera?, afirmou um outro especialista, Christophe Bourseiller, no canal LCI. Brunerie, um estudante de contabilidade que morava com os pais no sul de Paris, teve seu nome ligado nos últimos cinco anos ao pequeno Partido Nacionalista da França e da Europa (PNFE) e ao Grupo União Defesa (GUD), uma entidade de estudantes ligada à legenda.