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Assassino de jornalista � condenado � morte

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Uma corte paquistanesa condenou à morte ontem o militante islâmico nascido no Reino Unido Ahmed Omar Saeed Sheikh, 28, pelo seqüestro e assassinato do jornalista dos EUA Daniel Pearl, 38. Outros três acusados de terem participado da ação -Fahad Naseem, Salman Saqib e Sheikh Adil - foram condenados à prisão perpétua. Pearl trabalhava numa reportagem sobre extremismo islâmico para o diário The Wall Street Journal. Em 23 de janeiro, desapareceu na cidade paquistanesa de Karachi. Embora seu corpo, encontrado em maio, ainda não tenha sido identificado, uma fita de vídeo com imagens dos militantes obrigando ele a admitir que era judeu e depois cortando a sua garganta é a maior prova de que foi assassinado. Os promotores afirmaram durante o processo que o principal acusado havia armado uma cilada para capturar o repórter, prometendo levá-lo a uma entrevista com um líder islâmico. Ameaças Sheikh Omar, que deve ser executado na forca, se diz inocente. Após condenado, ameaçou as autoridades paquistanesas e convocou uma ?guerra santa? contra os inimigos do islã. ?Veremos quem morrerá primeiro, eu ou as autoridades que conseguiram essa sentença de morte?, declarou ele, em comunicado lido por advogado. Omar disse, ainda, que seu julgamento era ?uma perda de tempo? na ?guerra decisiva entre o islã e os infiéis?. Segundo ele, o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, deve saber ?que Deus está aqui e pode fazer a sua vingança?. A equipe de defesa prometeu entrar com recurso contra a condenação, que pode levar meses ou anos para ser cumprida. O último extremista islâmico executado no Paquistão, Haq Nawaz, morreu em fevereiro de 2001, após ter sido considerado culpado pela morte de um diplomata iraniano uma década antes.

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