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Na Casa Branca

Trump constrange presidente da África do Sul com vídeos de suposto ‘genocídio branco’

“Lamento não ter um avião para lhe oferecer”, diz Cyril Ramaphosa após ser "encurralado"

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Ao receber o presidente sul-africano, Trump exibiu vídeos e reportagens sobre supostos crimes contra cidadãos brancos
Ao receber o presidente sul-africano, Trump exibiu vídeos e reportagens sobre supostos crimes contra cidadãos brancos | Foto: Kevin Lamarque / Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confrontou o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, durante um encontro na Casa Branca ontem sobre alegações de um suposto “genocídio branco”.

Após uma conversa inicial amigável, na qual Trump elogiou os golfistas sul-africanos e Ramaphosa falou sobre minerais essenciais e comércio, o presidente americano pediu à sua equipe que exibisse vídeos que mostrariam evidências desse tipo de crime, como túmulos de milhares de fazendeiros brancos.

Ramaphosa assistiu a tudo, sentado ao lado de Trump, em silêncio. Depois, afirmou: “Gostaria de saber onde fica isso porque nunca vi esses vídeos”.

A África do Sul rejeita a alegação de que brancos são desproporcionalmente alvos de crimes. As taxas de homicídio são altas no país e a esmagadora maioria das vítimas são negras.

Quando Ramaphosa apresentou esses dados, Trump o interrompeu e disse:

“Os fazendeiros não são negros”.

O presidente sul-africano, então, respondeu em tom apaziguador:

“Essas são preocupações sobre as quais estamos dispostos a conversar com você”.

Cyril Ramaphosa tentou aliviar o ambiente com uma piada. “Lamento não ter um avião para lhe oferecer”, brincou o presidente sul-africano, recordando o avião que o Catar ofereceu aos Estados Unidos, e que vai ser transformado para ser o próximo Air Force One. Trump respondeu, com um ar sério, dizendo que aceitaria uma hipotética oferta.

Nos últimos meses, Trump vem criticando a lei de reforma agrária da África do Sul , que visa reparar as injustiças do apartheid e seu processo judicial de genocídio contra Israel. O republicano acusa o país de confiscar terras de fazendeiros brancos e de fomentar a violência contra eles com “retórica odiosa e ações governamentais”.

“As pessoas estão fugindo da África do Sul para sua própria segurança. Suas terras estão sendo confiscadas e, em muitos casos, elas estão sendo mortas”, afirmou Trump nesta quarta.

O presidente dos EUA cancelou ajuda, expulsou o embaixador do país e ofereceu refúgio à minoria branca africâner com base nas alegações de discriminação racial que a África do Sul diz serem infundadas.

No dia 12 de maio, um grupo de 59 sul-africanos brancos chegou aos Estados Unidos como refugiados, apesar do governo sul-africano afirmar que o grupo não sofre nenhum tipo de perseguição que justifique a concessão da condição.

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