Internacional
Ex�rcito prende 250 pessoas no Paraguai
A polícia e o exército prenderam 250 pessoas, ontem, após o presidente paraguaio Luis González Macchi ter declarado, na última segunda-feira, estado de exceção (semelhante ao estado de sítio) por cinco dias no país. A medida foi tomada em meio a uma série de manifestações e confrontos, que deixaram um saldo de dois mortos e mais de cem feridos. Choques esporádicos continuaram sendo registrados, ontem, em quatro pontos das rodovias 1, 2 e 6. A polícia reprimiu com rigor cerca de 500 manifestantes dos 4.000 que bloqueavam, desde a última segunda-feira, a ponte internacional San Roque González, na fronteira com a Argentina. Inúmeros manifestantes ficaram feridos. Muitos opositores buscaram refúgio em território argentino e cerca de 30 deles pediram asilo, segundo as emissoras de rádio de Assunção. A caça aos partidários do ex-general Lino Oviedo (refugiado no Brasil) continuava ontem. Foram responsabilizados pela série de protestos os opositores do governo, liderados por Oviedo e pelo vice-presidente Julio César Franco, que pretende substituir González Macchi. Depoimento O ex-general paraguaio Lino Oviedo se comprometeu a comparecer espontaneamente, hoje, às 16h, ao Departamento de Estrangeiros (DEEST) do Ministério da Justiça, em Brasília, informou a Agência Brasil. Ele deverá explicar as denúncias de sua participação na série de manifestações ocorridas, ontem, em Ciudad del Este e outras cidades paraguaias, que deixaram um saldo de dois mortos e cem feridos. O primo e assessor de Oviedo, Dráulio Rasera reuniu-se, ontem, com o diretor do DEEST, Luiz Paulo Barreto, e afirmou que Oviedo nega ter coordenado os protestos, que pediam a renúncia do presidente paraguaio, Luis González Macchi.