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Terrorista assume culpa por atentado de 11 de setembro

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O franco-marroquino Zacarias Moussaoui, 34, único detido acusado de planejar os ataques de 11 de setembro, declarou-se ontem culpado diante do tribunal de Alexandria, no Estado de Virgínia (Costa Leste dos EUA), mas a juíza lhe deu uma semana para pensar sobre sua decisão. Ele assumiu ser responsável por conspiração e confessou ser fiel à rede Al Qaeda, de Osama bin Laden. ?Quero declarar-me culpado. Sei quem fez, que grupo e quem participou (do atentado de 11 de setembro). Isto me ajudará a salvar a vida. Juro fidelidade a Osama bin Laden. Sou um membro da Al Qaeda?, disse Moussaoui, em tom emotivo. ?Isso quer dizer que você admite o que o governo afirmou que você havia feito?, afirmou a juíza Leonie Brikema, que deu uma semana para Moussaoui pensar sobre sua decisão. A juíza marcou a nova audiência para o próximo dia 25 de julho. Moussaoui foi acusado de conspirar com Osama bin Laden e sua rede terrorista, a Al Qaeda, para realizar os atentados contra Nova Iorque e o Pentágono, nos quais 19 seqüestradores tomaram o controle de quatro aviões e mataram mais de 3.000 pessoas. Autoridades americanas suspeitam que Moussaoui, que foi preso por violações às leis de imigração em agosto, deveria ter sido o 20º seqüestrador. Quatro dos seis crimes do qual ele é acusado podem ser punidos com a pena de morte. Talibã americano Na segunda-feira (15), John Walker Lindh, 21, o Talibã norte-americano capturado no Afeganistão, declarou-se culpado de duas das acusações contra ele, informou a rede CNN. Seu advogado de defesa, James Brosnahan, declarou que foi feito um acordo com o tribunal federal. Lindh assumiu ter ajudado o Talibã e ter carregado explosivos. Com isso, ele poderá ser sentenciado a no máximo 20 anos de prisão (10 anos por cada acusação). A rede de tevê informou ainda que o acordo judicial foi anunciado em uma audiência na corte distrital de Alexandria, na Virgínia, responsável pelo caso. Lindh havia dito durante seu indiciamento que não era culpado na acusação de conspirar com o Talibã e a Al Qaeda. Precipício Um iraniano, condenado por abusar sexualmente de seu sobrinho de 16 anos e matá-lo, será jogado do alto de um penhasco dentro de um saco, disse ontem o jornal Norouz. Se o homem, não-identificado, sobreviver à queda do precipício, ele será então enforcado, segundo especialistas jurídicos. Ele tem 20 dias para apelar da decisão de um tribunal. O acusado foi preso no ano passado na cidade de Mashhad, no noroeste do país, após ?seduzir? e matar seu sobrinho, que trabalhava como assistente na carpintaria do tio. Pela lei islâmica iraniana, seguida desde a revolução de 1979, pederastia, homossexualidade e adultério estão na lista dos crimes puníveis com a morte.

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