Internacional
Governo de Israel descarta cessar-fogo
Sderot, Israel ? O governo israelense decidiu ontem rejeitar a proposta de um cessar-fogo de 48 horas com o Hamas, feita na véspera pela França, e manteve os ataques aéreos contra a faixa de Gaza. Após se reunir com a chanceler Tzipi Livni e o ministro da Defesa, Ehud Barak, o premiê israelense, Ehud Olmert, afirmou por meio de um porta-voz: ?Se as condições melhorarem e acharmos que vá haver uma solução diplomática que garanta mais segurança, vamos considerá-la. Mas este não é o cenário neste momento?. ?Não começamos esta operação para acabá-la com o disparo de foguetes continuando igual a antes de ela começar. Imaginem se declaramos um cessar-fogo unilateral e alguns dias depois caírem foguetes em Ashkelon??, disse o premiê. ### Árabes pedem união dos grupos | FOLHAPRESS Chanceleres árabes reunidos no Cairo pediram ontem que o grupo religioso Hamas e o secular Fatah superem suas divergências e se unam em torno de um governo de unidade nacional para aliviar o sofrimento dos palestinos. ?Pedimos aos irmãos palestinos uma reunião de reconciliação imediatamente?, disse o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, na abertura do encontro emergencial que pretendia unificar a posição dos árabes sobre o conflito. ### Representantes dos povos árabes queimam bandeira de Israel | YARA AQUINO - Agência Brasil Brasília, DF ? Integrantes da comunidade palestina no Brasil fizeram ontem uma manifestação, antecedida por uma carreata, em frente à Embaixada de Israel, contra os ataques israelenses à Faixa de Gaza. A manifestação para pedir a paz, no entanto, terminou com uma briga entre dois palestinos por divergências ideológicas. Os manifestantes saíram da frente da Catedral de Brasília e seguiram em carreata até a Embaixada de Israel. Lá, queimaram bandeiras do país e levantaram faixas com frases como Massacre em Gaza diante do silêncio do mundo e Resistência sim, desistência não. Um manifesto foi entregue na portaria da Embaixada de Israel. Os manifestantes criticaram ?os acordos de paz que propõem a devolução de apenas 8% do território palestino para seu povo? e lembraram que a ?força bélica usada pelo Estado de Israel [no conflito] é a quarta mais poderosa do mundo?. ///