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Alemanha, Suécia e Noruega anunciam envio de soldados à Groenlândia

Militares reforçarão a segurança da ilha após ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump

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Tropas europeias reforçam presença militar na Groenlândia
Tropas europeias reforçam presença militar na Groenlândia | Foto: Divulgação

Os governos da Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram ontem que vão enviar militares à Groenlândia. O apoio militar foi solicitado pela Dinamarca, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter declarado diversas vezes que pretende anexar a ilha.

A expectativa é que os militares cheguem na ilha nesta quinta-feira (15). Na manhã de ontem, os governos da Dinamarca e Groenlândia anunciaram o reforço de presença militar na ilha.

“O governo decidiu, em estreita cooperação com os aliados da Otan, continuar com o aumento dos exercícios militares das Forças de Defesa na Groenlândia”, informou o Ministério da Defesa dinamarquês.

Nos últimos dias, Trump aumentou a pressão contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para conseguiu apoio à anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos. Há expectativa de uma reunião entre autoridades da Dinamarca, Groenlândia e dos Estados Unidos, na Casa Branca, nessa quarta.

DISPUTA

A Groenlândia é um território autônomo, porém pertencente ao reino da Dinamarca – política externa e a defesa do território são responsabilidade dinamarquesa.

A região é considerada estratégica pelos EUA devido à sua posição no Ártico. Há bases militares norte-americanas na região e Trump alega que é um território “essencial para a defesa dos Estados Unidos”.

Como parte da comunidade dinamarquesa, a Groenlândia é membro da Otan, assim como os Estados Unidos.

Trump afirmou que a anexação da Groenlândia é essencial para o projeto “domo de ouro” dos EUA, que pretende construir um sistema de defesa antimísseis. Ele ainda afirmou que a Otan é dependente do poder dos EUA: “Sem os EUA, não seria uma força eficaz ou um fator de dissuasão, nem de perto”.

A nota divulgada pelo governo dinamarquês cita que, entre os exercícios militares que serão postos em prática, estão a proteção de instalações críticas para a sociedade, o apoio à polícia local, a mobilização de aeronaves de combate na Groenlândia e arredores e a resolução de tarefas navais.

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