Venezuela
Líder da oposição é preso horas após ser solto
Juan Pablo Guanipa teria violado obrigações impostas pela Justiça


O Ministério Público da Venezuela confirmou que partiu da Procuradoria-Geral a solicitação de prisão preventiva do líder da oposição Juan Pablo Guanipa, aliado da líder da oposição María Corina Machado, sob alegação de violação dos termos de sua soltura poucas horas antes. Ele havia sido solto nesse domingo (8/2) e ficou menos de 12 horas fora da prisão. “A Procuradoria-Geral reitera que as medidas cautelares determinadas pelos tribunais estão condicionadas ao estrito cumprimento das obrigações impostas”, afirmou o órgão, solicitando que os tribunais “o transfiram para prisão domiciliar”.
De acordo com o órgão, a nova prisão se deu por descumprimento das condições de liberdade do ex-deputado, que em parte o impede de falar publicamente sobre seu caso. Durante o período em que ficou livre, ele percorreu ruas da cidade Caracas de motocicleta, se reuniu com familiares de presos políticos e falou com a imprensa.
Após a liberação, Juan Pablo Guanipa falou sobre o tempo em que esteve “escondido” antes da prisão e o período em detenção. “Aqui estamos, saindo em liberdade depois de um ano e meio. Dez meses escondido, quase nove meses detido. Hoje estamos saindo em liberdade”, disse. Ele descreveu o processo como marcado por meses de “perseguição, clandestinidade e reclusão”, e destacou que agora chega uma etapa para discutir “o presente e o futuro da Venezuela.”
Por meio das redes sociais, María Corina, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, denunciou que Guanipa havia sido sequestrado.
