Risco
Gustavo Petro diz ter escapado de tentativa de assassinato
Líder da Colômbia afirma que tentaram sabotar encontro dele com Trump nos EUA
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou ontem que foi alvo de um plano para assassiná-lo e que houve uma tentativa deliberada de sabotar a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrida no dia 3 de fevereiro, na Casa Branca.
As declarações foram feitas durante um discurso público, no qual o presidente colombiano relatou uma sequência de episódios que, segundo ele, colocaram sua vida e a de seus filhos em risco nos últimos meses.
“Tenho de confessar aqui que cheguei há dois dias não nos braços do amor, mas fugindo para não ser morto”, disse o presidente.
O colombiano relatou dificuldades para pousar aeronaves em locais previamente definidos, afirmando que as luzes das pistas não foram acionadas e que, em outra ocasião, o helicóptero em que estava poderia ser alvo de disparos.
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Segundo Petro, a situação o obrigou a viajar por quatro horas em mar aberto para chegar a um local não planejado.
REUNIÃO COM
DONALD TRUMP
O líder colombiano encontrou-se com o republicano na última semana, no Salão Oval da Casa Branca, em reunião marcada por gestos de cordialidade.
Ao fim da reunião, Petro publicou nas redes sociais uma foto em que aparece apertando a mão de Trump e exibindo um autógrafo do republicano. Na dedicatória, Trump escreveu: “Gustavo: Uma grande honra. Eu amo a Colômbia”.
Em outra publicação, o colombiano mostrou um presente recebido do líder norte-americano: um livro de Trump, com a dedicatória “Petro você é incrível”.
AÇÃO SUSPEITA DE GENERAL
O presidente da Colômbia mencionou, também, a atuação suspeita de um general afastado da Polícia, que, de acordo com Petro, teria recebido ordens externas. Entre as acusações mais graves, ele afirmou que o plano incluía colocar substâncias psicoativas em seu veículo para comprometer sua imagem e inviabilizar a reunião com Trump.
“Eles tinham como missão destruir a reunião com Trump de uma forma ou de outra”, declarou.
Segundo Petro, vários envolvidos já teriam sido destituídos, mas a situação segue em alerta máximo.