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EUA avaliam ataque ao Irã e preparam envio de porta-aviões

Governo americano e aliados avaliam que Teerã esteja próximo de desenvolver uma arma nuclear

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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos determinou a preparação de um segundo porta-aviões para possível envio ao Oriente Médio, informou o Wall Street Journal ontem. De acordo com o jornal, três autoridades americanas afirmaram que a medida ocorre em meio a preparativos para um eventual ataque ao Irã.

Na terça-feira (10), o presidente Donald Trump declarou que avalia deslocar mais um porta-aviões para a região como forma de pressionar Teerã a firmar um acordo sobre seu programa nuclear. Atualmente, o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln já opera no Oriente Médio.

Segundo o WSJ, Trump ainda não assinou uma ordem formal para o envio da segunda embarcação. Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que os planos podem ser alterados, mas que o navio pode estar pronto para partir em até duas semanas. Entre as opções analisadas está o USS George H.W. Bush, que realiza exercícios na costa leste dos EUA.

Representantes dos dois países se reuniram na sexta-feira (6), em Omã, para tratar do programa nuclear iraniano. Washington defende que o Irã limite ou suspenda o enriquecimento de urânio. O governo americano e aliados avaliam que Teerã esteja próximo de desenvolver uma arma nuclear — acusação negada pelo regime iraniano, que sustenta que seu programa tem finalidade exclusivamente pacífica.

Em entrevista ao site Axios, Trump afirmou estar otimista quanto às negociações e disse acreditar em uma solução diplomática, mas reiterou que não descarta uma ação militar. “Da última vez, eles não acreditaram que eu faria isso”, declarou, ao mencionar ataques americanos contra instalações nucleares iranianas realizados em junho.

Além do programa nuclear, segundo a imprensa americana, os Estados Unidos também pressionam o Irã a limitar o alcance de mísseis balísticos e a encerrar o financiamento a grupos armados no Oriente Médio. Washington também tenta interferir em questões internas do país.

Autoridades dos Estados Unidos e do Irã ainda não marcaram uma segunda rodada de negociações. Em meio ao impasse, Trump se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta quarta-feira, na Casa Branca.

Após a reunião, Trump afirmou em uma rede social que prefere um acordo com o Irã.

“Insisti para que as negociações com o Irã continuassem para ver se um acordo pode ser concretizado. Se puder, informei ao primeiro-ministro que essa será a minha preferência. Se não puder, teremos que esperar para ver qual será o resultado”, disse.

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