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Julgamento

Justiça da Itália decide sobre extradição de Zambelli até quarta-feira (18)

Ex-parlamentar está detida desde julho de 2025 na penitenciária feminina de Rebibbia

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Ex-parlamentar está detida desde julho de 2025 na penitenciária feminina de Rebibbia
Ex-parlamentar está detida desde julho de 2025 na penitenciária feminina de Rebibbia | Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A Justiça da Itália tem até a próxima quarta-feira (18) para decidir sobre o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. O julgamento, conduzido pela Corte de Apelação de Roma, foi encerrado ontem.

No processo, os magistrados podem autorizar a extradição, negá-la ou solicitar novos documentos antes de proferir a decisão. Durante a sessão, a Corte ouviu a defesa de Zambelli e o advogado escalado pela Advocacia-Geral da União do Brasil, Alessandro Gentiloni.

A ex-parlamentar, aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está detida desde julho de 2025 na penitenciária feminina de Rebibbia, na capital italiana.

Ao Metrópoles, a defesa informou que, caso a Corte decida pela extradição, apresentará recurso à Corte Suprema di Cassazione, última instância do Judiciário italiano. Além disso, ainda de acordo com a defesa, um promotor da Corte já indicou que o Ministério Público italiano também deve recorrer caso o pedido seja rejeitado.

A reportagem apurou com advogados da ré que há pouca esperança de que o pedido de extradição seja negado.

A Corte de Apelação de Roma começou a avaliar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli na quarta-feira (11).

A análise atende a um pedido do governo brasileiro depois que ex-parlamentar foi condenada por hackear o sistema do CNJ. O julgamento ocorre depois de ser adiado quatro vezes.

Zambelli é condenada por dois crimes no Brasil, como autora intelectual da invasão do sistema do CNJ e por porte ilegal de arma.

Desde julho de 2025, Zambelli cumpre detenção na Itália, também por pedido do governo brasileiro.

A ex-deputada está detida em Roma após ser condenada em dois processos no Brasil, ambos com trânsito em julgado — ou seja, quando não cabe mais apresentação de recurso. São as seguintes penas e tipificações:

10 anos e 8 meses de prisão, como autora intelectual da invasão hacker do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, pelo caso em que perseguiu um homem na rua e apontou uma arma para ele, pouco antes das eleições de 2022.

Além disso, na última terça-feira (10/2), a mesma Corte negou o pedido da defesa de Zambelli para trocar os juízes que analisam o pedido de extradição. A defesa da ex-deputada alega “evidências de parcialidade” dos magistrados.

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