Conflito
No 4º aniversário de invasão, Zelenski diz que Putin ‘não quebrou os ucranianos’
Iniciativa diplomática liderada pelos EUA para encerrar guerra ainda está longe de garantir a paz


O presidente da Ucrânia, VolodImir Zelenski, declarou ontem que a Rússia não “quebrou os ucranianos” nem triunfou em sua guerra, quatro anos após uma invasão que testou severamente a determinação de Kiev e de seus aliados e alimentou temores europeus sobre a escala das ambições de Moscou.
Em gesto de apoio, mais de uma dúzia de altos funcionários europeus seguiram para a capital ucraniana para marcar o sombrio aniversário do conflito, que matou dezenas de milhares de pessoas, desestabilizou a vida de milhões de ucranianos e criou instabilidade muito além de suas fronteiras.
Zelenski afirmou que seu país resistiu ao ataque do exército maior e mais bem equipado da Rússia, que, no último ano de combates, capturou apenas 0,79% do território da Ucrânia, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra, um think tank com sede em Washington. A Rússia hoje controla quase 20% da Ucrânia
“Olhando para o início da invasão e refletindo sobre hoje, temos todo o direito de dizer: defendemos nossa independência, não perdemos nossa soberania”, disse Zelenski nas redes sociais, acrescentando que o presidente russo Vladimir Putin “não alcançou seus objetivos”. “Ele não quebrou os ucranianos; ele não venceu esta guerra”, afirmou.
Apesar da demonstração de desafio, a Ucrânia tem lutado para conter o ataque russo, e o conflito trouxe dificuldades generalizadas para a população civil: bombardeios aéreos devastaram famílias e deixaram moradores sem eletricidade e água encanada.
À medida que a guerra de atrito entra no quinto ano, uma iniciativa diplomática liderada pelos Estados Unidos para encerrar o maior confronto no continente desde a Segunda Guerra Mundial ainda está longe de alcançar compromissos que possibilitem um acordo de paz.
As negociações travaram em dois pontos: o futuro da região de Donbas - coração industrial do leste ucraniano, majoritariamente ocupado, mas não totalmente tomado pela Rússia - e os termos de um arranjo de segurança pós-guerra que Kiev exige para evitar novas invasões.
