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Estado da União

Trump critica Suprema Corte, ameaça Irã e condena imigração

Em discurso no Congresso, presidente dos EUA apresentou balanço de governo

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Trump falou aos congressistas durante mais de uma hora
Trump falou aos congressistas durante mais de uma hora | Foto: Kenny Holston-Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou, nessa terça-feira (24), ao Congresso sobre o Estado da União, no primeiro balanço do mandato atual. O evento ocorreu no Capitólio, em Washington, D.C., e contou com a presença de todos os membros do Senado, composto por 100 senadores, e da Câmara dos Representantes, com 435 cadeiras. Com 1h48, Trump fez o discurso mais longo da história norte-americana.

Na fala, Trump fez diversas condenações aos imigrantes ilegais e defendeu a política anti-imigração de seu governo. Também voltou a criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço e fez ameaças ao Irã.

Ao falar sobre a situação com o país do Oriente Médio, Trump disse que está próximo de um acordo, mas, segundo ele, os iranianos ainda não “falaram as palavras mágicas”. O norte-americano destacou que o país não terá armas nucleares. “Nós estamos buscando negociar para acabar com essas ambições sinistras, mas eles ainda não falaram as palavras mágicas: nós queremos que eles nunca tenham uma arma nuclear”, afirmou.

No discurso, Trump aproveitou para criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço imposto por ele. Segundo o norte-americano, ele resolveu guerras graças às tarifas. “Portanto, apesar da decisão decepcionante, essas poderosas leis, que salvam o país e protegem a paz, permanecerão em vigor sob estatutos legais alternativos totalmente aprovados e testados”.

IMIGRAÇÃO

No início do discurso, Trump destacou as políticas anti-imigração de seu governo. Segundo ele, nos últimos nove meses, nenhum imigrante ilegal entrou nos Estados Unidos. “Nenhum imigrante ilegal entrou nos EUA nos últimos 9 meses”, disse. “Hoje, nossas fronteiras estão seguras, a inflação está muito menor e a economia está como nunca antes”, completou.

Em contrapartida, o norte-americano fez um aceno aos trabalhadores. “Sempre vamos permitir que pessoas trabalhadoras que gostam do nosso país entrem”, afirmou.

Em relação à política externa, Trump fez uma sinalização à situação da Venezuela, que chamou de “nossa nova amiga e parceira”. O norte-americano destacou que, após a prisão de Nicolás Maduro, os Estados Unidos conseguiram 80 milhões de barris de petróleo do país.

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