loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
terça-feira, 03/03/2026 | Ano | Nº 6172
Maceió, AL
26° Tempo
Home > Internacional

Atque

Trump diz que Irã tentou negociar, mas reação foi ‘tarde demais’

Presidente declarou que “a defesa aérea, a Força Aérea, a Marinha e a liderança” iranianas “desapareceram”

Ouvir
Compartilhar
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Whatsapp
Trump diz que Irã tentou negociar, mas reação foi ‘tarde demais’
Trump diz que Irã tentou negociar, mas reação foi ‘tarde demais’ | Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que o Irã tentou abrir negociações após os recentes ataques, mas que a iniciativa teria ocorrido “tarde demais”. Em publicação na rede Truth Social, ele declarou que “a defesa aérea, a Força Aérea, a Marinha e a liderança” iranianas “desapareceram”.

Ao responder a um usuário que classificou a ofensiva como o “nascimento da Doutrina Trump”, o presidente reiterou que Teerã buscou diálogo depois das ações militares.

Em entrevista à Fox News, o enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, afirmou que, durante tratativas anteriores, negociadores iranianos admitiram possuir 460 quilos de urânio enriquecido a 60% — volume que, segundo ele, poderia ser elevado a 90% para a produção de até 11 armas nucleares.

Witkoff disse que a informação foi repassada “direta e descaradamente” a ele e a Jared Kushner. O governo iraniano nega ter armas nucleares e sustenta que seu programa atômico tem fins pacíficos.

Reportagem do Financial Times detalhou que o momento do ataque foi definido a partir da possibilidade de atingir o líder supremo, Ali Khamenei. Segundo o jornal, Israel teria invadido o sistema de câmeras de trânsito de Teerã para monitorar a rotina de autoridades e usado ferramentas de inteligência artificial para mapear padrões de deslocamento do aiatolá e de sua equipe de segurança.

A ofensiva incluiu o disparo de cerca de 30 mísseis do tipo Sparrow contra o complexo onde Khamenei participava de uma reunião, além de ações para comprometer torres de telefonia celular e dificultar comunicações de alerta. Ainda de acordo com o periódico britânico, o planejamento de operações contra o Irã remonta a 2001, quando o então premiê israelense Ariel Sharon teria definido o país como alvo prioritário de inteligência.

Já o The New York Times informou que Trump chegou a considerar um ataque na sexta-feira (27), mas teria adiado a decisão diante do risco de morte do aiatolá.

Relacionadas