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Conflito

Israel ameaça matar sucessor de Khamenei: ‘Não importa nome’

Sucessão do líder iraniano, morto nos bombardeios, ainda não foi definida

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Israel Katz fez um alerta sobre a sucessão do aitolá Khomeini
Israel Katz fez um alerta sobre a sucessão do aitolá Khomeini | Foto: Thierry Monasse/Getty Images

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou ontem matar o sucessor do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. “Qualquer líder escolhido pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e reprimindo o povo iraniano, será um alvo certo para assassinato, não importa seu nome ou onde ele se esconda”, disse pelas redes sociais.

A sucessão de Khamenei ainda não foi decidida. A escolha do novo líder deve ser feita pela Assembleia de Peritos, formada por 88 líderes religiosos do islamismo xiita – conhecidos como aiatolás.

Na terça-feira (3), Israel atacou o local onde a Assembleia de Peritos se reúne, na cidade de Qom. A parte israelense afirmou à mídia local que todos os 88 aiatolás estavam presentes no local.

Por outro lado, a mídia estatal iraniana disse que o prédio foi evacuado e nenhum líder religioso foi atingido. Até o momento, não há informações sobre aiatolás mortos ou feridos.

Por enquanto, o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado para comandar o país interinamente, enquanto o sucessor não é escolhido. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei também fazem parte do conselho que comanda o país temporariamente.

DESPEDIDA

A cerimônia de despedida do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, começou ontem e vai durar três dias, anunciou o Irã pela mídia estatal. A previsão é que a cerimônia comece às 15h30 (no horário de Brasília), no local de oração Imam Khomeini, em Teerã. Ele será enterrado na cidade sagrada de Mashhad, cidade onde ele nasceu.

Khamenei nasceu em 1939 na cidade de Mashhad, no leste do Irã. Sua formação religiosa e política teve início na década de 1960, por meio de movimentos que questionavam o regime do então xá Mohammad Reza Pahlevi. Participou ativamente da Revolução Iraniana.

Em 1980, foi escolhido para ser o imã, responsável pela tradicional oração de sexta-feira em Teerã, e foi escolhido como líder supremo do país em 1989. Ao longo dos anos, influenciou a formulação e execução de políticas no país e fomentou o culto à sua personalidade.

Em mais de 35 anos no poder, Khamenei enfrentou diversas ondas de protestos, todos reprimidos com violência, enquanto manteve uma política de linha dura em relação a costumes. Seu governo foi acusado de matar opositores exilados e reprimiu jornalistas e intelectuais não alinhados ao regime.

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