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Oriente Médio

Alta do petróleo leva aliados dos EUA a apoiar operação em Ormuz

Decisão vem após ataques iranianos a refinarias no Kuwait e ampliação da tensão

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Irã atingiu refinarias em Kuwait, Arábia Saudita e Qatar
Irã atingiu refinarias em Kuwait, Arábia Saudita e Qatar | Foto: Tehran Times

Países da Europa e o Japão passaram a apoiar uma possível operação liderada pelos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz, após a guerra envolvendo o Irã provocar forte alta no preço internacional do petróleo. A mudança de posição foi formalizada em comunicado conjunto divulgado ontem, assinado por Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão.

No documento, os países afirmam estar dispostos a contribuir para garantir a segurança da navegação na região. O estreito, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, foi fechado pelo Irã no início do conflito com Estados Unidos e Israel, o que pressionou os mercados e elevou o preço do barril do tipo Brent para mais de US$ 115.

A medida iraniana, em resposta a ataques norte-americanos e israelenses, levou o presidente Donald Trump a solicitar apoio militar de aliados, incluindo o envio de navios de guerra ao Oriente Médio. Inicialmente, o pedido enfrentou resistência de países europeus, inclusive membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que gerou críticas do líder norte-americano, que chegou a ameaçar o futuro da aliança.

ATAQUES

Enquanto as articulações diplomáticas avançam, a escalada do conflito tem atingido infraestruturas energéticas na região. Ontem, drones atingiram as refinarias Mina al-Ahmadi e Mina Abdullah, no Kuwait, provocando incêndios sem registro de vítimas, segundo autoridades locais. A Kuwait Petroleum Corporation confirmou que uma das unidades da refinaria Mina Abdullah foi atingida.

No Catar, a Cidade Industrial de Ras Laffan — principal polo energético do país — também foi alvo de mísseis iranianos, conforme informou o Ministério da Defesa.

Equipes de emergência foram mobilizadas para conter incêndios, e não houve registro de feridos, apesar dos danos.

Os ataques ocorrem após o bombardeio ao campo de gás South Pars, na quarta-feira (18), considerado o primeiro registro de ofensiva contra infraestrutura energética na região desde o início da guerra. Em resposta, o Irã ampliou suas ações militares, atingindo instalações em países vizinhos e intensificando a tensão no Oriente Médio.

SANÇÕES

Em entrevista ao jornal norte-americano Fox Business, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou ontem que os Estados Unidos avaliam suspender as sanções ao fornecimento de petróleo iraniano que “já está em trânsito”.

“Nos próximos dias, poderemos retirar as sanções ao petróleo iraniano que já está em alto-mar. São cerca de 140 milhões de barris. Usaremos esses barris para manter o preço baixo pelos próximos 10 ou 14 dias, enquanto continuamos esta campanha“, destacou o secretário.

Bessent apontou a liberação de reservas de petróleo por diversos países. “Quando os EUA tomarem medidas em relação ao petróleo flutuante do Irã, terão sido criados cerca de 260 milhões de barris de energia excedentes para abastecer o mercado”, acrescentou.

Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram, na quarta-feira (11/3), em liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, marcando o maior desbloqueio de estoques da história da organização.

Sobre a medida, Scott explicou que “essa liberação coordenada de reservas especiais da história, de 400 milhões de barris, foi aprovada na semana passada, e que os EUA poderiam fazer outra liberação unilateral de reservas especiais para manter o preço baixo”.

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