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Oriente Médio

Trump suspende ataques a instalações de energia do Irã por 5 dias

Presidente dos EUA diz que reabertura de Ormuz pode ocorrer “imediatamente”; governo iraniano nega que haja negociações

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Trump disse que manteve conversas boas e produtivas com o Irã
Trump disse que manteve conversas boas e produtivas com o Irã | Foto: Doug Mills/The New York Times

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem a suspensão temporária de eventuais ataques militares contra instalações e usinas do Irã. A medida, segundo a Casa Branca, terá duração inicial de cinco dias e ocorre em meio a sinais de avanço em conversas diplomáticas entre os dois países.

Em comunicado, Trump afirmou que Washington e Teerã mantiveram “conversas muito boas e produtivas” nos últimos dias, com foco em uma possível resolução das hostilidades no Oriente Médio. Com base nesse cenário, o governo norte-americano determinou o adiamento de ações militares contra a infraestrutura energética iraniana, condicionando a decisão à continuidade e ao sucesso das negociações em curso.

O presidente também declarou que o Estreito de Ormuz poderá ser reaberto “imediatamente” caso haja um acordo entre as partes. A via marítima é considerada estratégica para o mercado global, sendo responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo mundial. Trump indicou, inclusive, a possibilidade de um modelo de controle conjunto da passagem, sob supervisão de autoridades dos dois países.

As declarações foram dadas a jornalistas antes de uma viagem oficial, em meio a questionamentos sobre a estabilidade da principal rota energética do planeta. O republicano voltou a classificar as tratativas como “produtivas” e sugeriu que poderia participar diretamente do monitoramento do estreito ao lado do líder iraniano Mojtaba Khamenei.

Apesar do tom otimista de Washington, o governo iraniano nega que haja negociações em andamento. Segundo uma agência ligada à Guarda Revolucionária, autoridades de segurança afirmaram que não há diálogo com os Estados Unidos e que a suspensão dos ataques refletiria, na verdade, a pressão dos mercados internacionais diante da escalada militar.
Mais cedo, Trump havia atribuído a decisão de suspender os ataques ao avanço das conversas diplomáticas. Já Teerã interpretou o movimento como resultado de ameaças militares “sérias e credíveis” feitas pelo país persa, evidenciando a divergência de narrativas em meio à crise.

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