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Oriente Médio

Trump estende até o dia 6 de abril trégua em ataques a usinas do Irã

Presidente dos Estados Unidos aposta em negociações com o regime dos aiatolás, apesar de impasse

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Segundo Donald Trump, diálogo com o Irã “indo muito bem”
Segundo Donald Trump, diálogo com o Irã “indo muito bem” | Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem que vai adiar por mais 10 dias o período de trégua nos ataques a instalações de energia do Irã, em meio a uma tentativa de manter aberta a via diplomática no conflito no Oriente Médio.

“Conforme solicitado pelo governo iraniano, informo que estou suspendendo o período de destruição da usina nuclear por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h (horário do leste dos EUA)”, anunciou Trump.

A decisão foi divulgada em publicação na rede Truth Social. Trump também indicou que as negociações seguem em curso e adotou tom otimista sobre o avanço das tratativas, apesar do histórico recente de impasses.

O republicano afirmou que o diálogo “está indo muito bem”, contrariando avaliações mais cautelosas que circulam no cenário internacional.

NOVO RECUO

Essa é a segunda vez que Trump amplia o prazo da trégua para pressionar o Irã a negociar e evitar novos ataques às estruturas energéticas do país. No último sábado (21), ele chegou a ameaçar “obliterar” as usinas iranianas caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em até 48 horas.

Dois dias depois, o republicano concedeu um primeiro adiamento de cinco dias e afirmou que as conversas para encerrar a guerra estavam “muito boas e produtivas”. Agora, o estadunidense amplia a janela diplomática por mais 10 dias.

Apesar disso, o próprio Trump adotou cautela mais cedo, nesta quinta, ao afirmar que não tem certeza sobre a possibilidade de um acordo de paz e que a decisão dependerá da postura de Teerã.

Em reunião de gabinete, ele declarou que os líderes iranianos estariam pressionando por um entendimento, mas não garantiu disposição de Washington em encerrar o conflito.

Nos bastidores, os Estados Unidos chegaram a enviar uma proposta com 15 pontos para encerrar a guerra, incluindo exigências sobre o programa nuclear iraniano, limites a mísseis e a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.

O plano, no entanto, foi rejeitado pelo governo iraniano, que o classificou como “excessivo e desconectado da realidade”.

A chancelaria iraniana também apresentou contrapropostas, sustentando que não aceitará condições impostas unilateralmente. Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que o que ocorre atualmente são apenas conversas indiretas e que os Estados Unidos “reconhecem a derrota” ao insistir em negociações nesse formato.

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