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Trump reitera ultimato e mantém prazo por acordo no Irã

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Trump reitera ultimato e mantém prazo por acordo no Irã
Trump reitera ultimato e mantém prazo por acordo no Irã | Foto: Alex Brandon-Pool/Getty Images

Em pronunciamento na noite dessa quarta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou prazo entre “duas e três semanas” para fechar um acordo com o Irã. Trump iniciou o pronunciamento sobre a guerra no Oriente Médio afirmando que “o regime do Irã está morto” e que, sob a liderança dele, os EUA teriam infligido perdas significativas ao país em poucas semanas.

O republicano argumentou que, historicamente, “nunca, na história das guerras, um inimigo sofreu perdas tão claras, devastadoras e em larga escala em questão de semanas”.

“O inimigo está enfraquecido, e a América — como tem sido nos últimos cinco anos sob a minha presidência — está vencendo, e agora vencendo mais do que nunca”, disse o presidente, reforçando a narrativa de sucesso militar.

Segundo o presidente, as forças e programas militares do Irã foram reduzidos a níveis sem precedentes, a base industrial de defesa está sendo neutralizada, a força aérea está em ruínas e grande parte dos sistemas de mísseis foi eliminada ou derrotada.

O discurso ocorre no momento em que a Casa Branca sinalizava uma possível saída da guerra com o Irã, iniciada há mais de um mês.

Antes de tratar diretamente do conflito no Oriente Médio, Trump aproveitou para elogiar a atuação das forças armadas em outras operações, incluindo, de forma controversa, referências a ações recentes na Venezuela — que ele descreveu como uma “operação rápida, letal, violenta e respeitada por todo o mundo”.

Segundo Trump, essa ação teria demonstrado a força e a capacidade das Forças Armadas dos EUA, que, afirmou, hoje são “de longe, as mais fortes do mundo”.

No discurso, Trump afirmou que os Estados Unidos, agora “totalmente independentes do Oriente Médio” em termos de energia, continuam presentes na região “para ajudar”, reforçando uma postura de influência contínua mesmo diante de um possível desengajamento militar direto.

GASOLINA EM PAUTA

Donald Trump relacionou ainda a alta recente nos preços da gasolina nos Estados Unidos às ações do Irã, afirmando que ataques do regime contra petroleiros em países que não fazem parte do conflito demonstram sua imprevisibilidade e reforçam a necessidade de impedir que o país tenha armas nucleares.

Segundo Trump, o uso de armas nucleares pelo Irã resultaria em décadas de chantagem, instabilidade econômica e sofrimento global.

O presidente destacou, entretanto, que os Estados Unidos estão “mais preparados do que nunca” para enfrentar possíveis crises.

GUERRA COM PRAZO DEFINIDO

Trump e assessores têm apresentado cronogramas variáveis para o conflito, que já está na quinta semana. Convencer os eleitores de que a guerra tem prazo definido pode reduzir preocupações com o aumento da gasolina e a crescente desaprovação popular.

O presidente destacou a destruição de parte da Marinha iraniana e de instalações de mísseis, garantindo que Teerã não terá acesso a armas nucleares.

Pesquisas mostram ampla rejeição ao conflito, especialmente entre eleitores independentes. Segundo levantamento Reuters/Ipsos, 60% desaprovam a guerra e 66% defendem o encerramento rápido, mesmo que metas governamentais não sejam totalmente atingidas.

OBJETIVOS DA GUERRA E CENÁRIO ATUAL

Segundo os Estados Unidos, a ofensiva contra o Irã tem como principais metas impedir que o país desenvolva armas nucleares, destruir suas capacidades militares — incluindo o programa de mísseis e a força naval — e encerrar o apoio de Teerã a grupos e milícias que atuam na região, especialmente contra Israel.

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