Crise
Cuba é palco de apagões após esgotar reservas de combustível
Os cortes de energia em Cuba têm se intensificado nesta semana após o regime da ilha admitir o esgotamento das reservas de petróleo do país em meio bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Paralelamente, protestos têm eclodido entre a população diante da deterioração da situação. Ontem, cortes atingiram 70% do território cubano. Já na capital, Havana, apagões têm durado de 20 a 22 horas.
Nos últimos dias, Cuba vinha sofrendo apagões prolongados e níveis recorde de déficit de geração de energia pela escassez de combustível. Na terça-feira, cortes de eletricidade simultâneos atingiram 65% do território cubano.
A situação ocorre após o ministro da Energia do regime cubano, Vicente de la O Levy, admitir que todas as reservas de petróleo enviadas pela Rússia “se esgotaram”.
“A soma dos diferentes tipos de combustível — petróleo bruto, óleo combustível (do qual não temos absolutamente nada) e diesel (do qual também não temos absolutamente nada — repito) — é tal que a única coisa que realmente temos é o gás proveniente de nossos poços, cuja produção aumentou”, declarou De la O Levy.
“Não temos absolutamente nenhum óleo combustível; não temos absolutamente nenhum diesel”, afirmou o ministro.
Tanto o diesel quanto o óleo combustível são fundamentais para o funcionamento das usinas termelétricas que sustentam o sistema energético cubano.
A geração elétrica na ilha depende em grande parte de sete usinas termelétricas envelhecidas, algumas com mais de 40 anos, que sofrem avarias frequentes ou precisam ficar fora de serviço para manutenção.
Várias pessoas protestaram contra os cortes de energia batendo panelas e frigideiras na noite de quarta-feira. Outros pequenos protestos semelhantes foram realizados em bairros por toda a capital para expressar uma frustração generalizada, segundo relatos colhidos pela agência AFP.