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Oriente Médio

EUA anunciam novo cessar-fogo no Líbano após avanço de Israel

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Em meio ao avanço de Israel no Líbano, o governo dos Estados Unidos anunciou um novo cessar-fogo no país. A medida foi declarada nesta quarta-feira (3) pelo Departamento de Estado norte-americano.

De acordo com a diplomacia dos EUA, a trégua foi firmada após uma reunião trilateral entre representantes norte-americanos, israelenses e libaneses. O Hezbollah, principal ator do atual conflito com Israel, não foi citado na nota, nem se pronunciou sobre o assunto até o momento.

A nova trégua está condicionada ao deslocamento de combatentes do grupo xiita de regiões do sul do Líbano. A expectativa é de que as Forças Armadas Libanesas assumam o controle de regiões onde o Hezbollah e Israel têm se enfrentado, e criem zonas seguras sem a presença de nenhum dos dois lados envolvidos nos conflitos.

“Essas medidas permitirão avançar rumo a um acordo abrangente de paz e segurança”, disse o comunicado divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA.

Desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o Hezbollah passou a atacar pontos do território israelense, assim como posições ocupadas pelo país liderado por Benjamin Netanyahu dentro do Líbano.

Em resposta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) iniciaram uma série de operações contra o país vizinho, com o foco em atingir a organização xiita que mantém forte presença política no Líbano.

Um cessar-fogo chegou a ser firmado em 16 de abril, mesma época em que EUA e Irã concordaram em uma trégua. O acordo foi estendido por mais 45 dias em maio, mas nunca foi, de fato, cumprido por Israel e Hezbollah.

O fim das hostilidades no território libanês é uma condição imposta pelo Irã nas recentes tentativas de negociações com os EUA.

Ontem, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o Irã está pronto para atacar Israel, caso forças do país liderado por Benjamin Netanyahu avancem sobre Beirute.

Em declarações para a mídia estatal do Irã, o ministro afirmou que as comunicações com os Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão, não foram cortadas. Araghchi, porém, acrescentou que não houve avanços nas negociações e que o lado iraniano deixou claro que qualquer ataque contra Beirute significará o retorno da guerra.

“Se Israel atacar Beirute, nossas Forças Armadas estão prontas para esmagar os territórios ocupados [áreas israelenses]”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã.

O fim das operações das Forças de Defesa de Israel (FDI) no Líbano, que visam ao grupo Hezbollah, tem sido uma das condições impostas por Teerã nas negociações com os EUA sobre o conflito no Oriente Médio — que vive uma trégua desde o início de abril.

No início da guerra, Israel passou a atacar o Líbano, visando a posições do Hezbollah, que é apoiado pelo Irã. O grupo xiita também lançou operações contra o território israelense. Em 16 de abril, os EUA chegaram a mediar um cessar-fogo entre as partes, que foi estendido por 45 dias posteriormente. Na prática, contudo, a trégua nunca foi cumprida.

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