Sem conversa
Kremlin nega proposta para encontro entre Putin e Zelensky nos EUA
O Kremlin afirmou ontem que não recebeu qualquer proposta para organizar um encontro entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nos Estados Unidos.
A declaração foi feita pelo assessor presidencial russo Yury Ushakov, que também negou que o assunto tenha sido discutido durante a conversa telefônica realizada em 14 de junho entre Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Não, essa possibilidade não foi discutida”, disse Ushakov ao ser questionado sobre uma eventual reunião entre os dois líderes nos EUA.
Segundo o assessor, Moscou tomou conhecimento sobre o tema, mas não recebeu contatos formais de qualquer governo ou mediador. “Ninguém nos procurou com tais propostas ainda. Vi algumas reportagens na mídia mencionando isso, mas nada além disso”, afirmou.
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As declarações ocorrem em meio a novas especulações sobre uma possível retomada das negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão russa.
No início do mês, Zelensky divulgou uma carta aberta dirigida a Putin, propondo um encontro presencial entre os dois presidentes para discutir um acordo de paz.
Na mensagem, o líder ucraniano sugeriu que a reunião ocorresse em um país considerado neutro nas negociações, citando opções como Suíça, Turquia ou países árabes.
O presidente ucraniano também defendeu a participação dos Estados Unidos e de países europeus como garantidores de um eventual acordo e afirmou que Kiev estaria disposta a implementar um cessar-fogo completo durante as negociações. A proposta, porém, foi recebida com cautela por Moscou. Um dia após a divulgação da carta, Putin afirmou que não via motivos para um encontro com Zelensky naquele momento e questionou o tom adotado pelo presidente ucraniano.