Internacional
Micheletti sitia Zelaya em embaixada
Forças de segurança cercaram ontem a Embaixada do Brasil em Honduras após entrarem em confronto com apoiadores do presidente deposto, Manuel Zelaya, que haviam se aglomerado em frente à representação na véspera para saudar o retorno do líder, deposto há 87 dias e refugiado no local desde então. Utilizando bombas de gás lacrimogêneo, soldados e policiais obrigaram cerca de 4.000 manifestantes pró-Zelaya a deixar os arredores da representação do Brasil em Tegucigalpa e ocuparam prédios contíguos, enquanto helicópteros sobrevoavam o local. Manifestantes reagiram atirando pedras, e ao menos 20 pessoas ficaram feridas. Durante a madrugada, o governo golpista cortara água, luz e telefone da casa de dois andares que abriga a representação, deixando as estimadas 313 pessoas presentes ? depois reduzidas a 70 ? na dependência de um gerador de energia a diesel. ### EUA garantem segurança do ?Brasil? | SÉRGIO DÁVILA - Folhapress Nova York, EUA ? Os Estados Unidos disseram que garantirão a segurança dos diplomatas e da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, se a situação chegar a esse ponto. A declaração foi feita ontem pelo porta-voz do Departamento de Estado norte-americano. Brasil e EUA temem que Roberto Micheletti e o regime golpista possam desrespeitar os tratados internacionais que garantem a inviolabilidade das embaixadas ou, pior, que façam vista grossa para tentativas de aliados de fazer isso. O pedido de eventual ajuda foi feito pelo chanceler brasileiro, Celso Amorim, e teve resposta positiva da colega americana, Hillary Clinton. De todos os países da região, os EUA foram o único a deixar embaixador em Tegucigalpa após o golpe de junho, e sua embaixada é de longe a mais bem-equipada. ///