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Oriente Médio

Irã amplia ofensiva contra bases dos Estados Unidos e conflito se intensifica

Teerã ataca instalações militares; tensão aumenta e interrompe abertura do Estreito de Ormuz

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Irã atacou ontem bases militares dos Estados Unidos instaladas no Bahrein, no Catar e no Kuwait
Irã atacou ontem bases militares dos Estados Unidos instaladas no Bahrein, no Catar e no Kuwait | Foto: Reprodução

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã se intensificou ontem, com novos ataques cruzados e o aumento da tensão em todo o Oriente Médio. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter lançado uma nova ofensiva contra bases militares americanas no Bahrein, no Catar e no Kuwait, utilizando drones kamikazes para atingir sistemas de defesa, radares e depósitos de combustível. Washington, no entanto, informou que os ataques foram interceptados ou não causaram danos relevantes.

Horas depois, explosões voltaram a ser registradas em cidades do sul do Irã, incluindo Bushehr, onde está localizada uma das principais usinas nucleares do país.

Embora o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) não tenha confirmado a autoria dos novos bombardeios, informou que, nas últimas 48 horas, atacou cerca de 170 alvos militares iranianos — aproximadamente 90 deles apenas na quarta-feira — com o objetivo de reduzir a capacidade de Teerã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz.

Segundo o Ministério da Saúde iraniano, os ataques americanos deixaram ao menos 14 mortos e 78 feridos, dos quais 47 permanecem hospitalizados. A Guarda Revolucionária também confirmou a morte de três de seus militares durante os bombardeios mais recentes.

O governo iraniano classificou as ofensivas dos EUA como “crimes de guerra” e acusou Washington de violar o memorando de entendimento assinado em junho, que previa um cessar-fogo temporário e negociações para um acordo permanente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo está encerrado, atribuindo a decisão aos ataques iranianos contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Apesar disso, afirmou que Teerã voltou a procurar Washington para discutir uma nova negociação, embora tenha demonstrado ceticismo quanto à disposição do regime iraniano em cumprir um eventual acordo.

A crise também ampliou a preocupação internacional com o Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a passagem marítima só será totalmente reaberta “sob condições iranianas”, elevando os temores de impactos sobre o comércio global de energia.

Em meio ao agravamento da crise, Israel declarou que está preparado para realizar uma nova ofensiva contra o Irã “com ainda mais força”, caso os ataques iranianos continuem. Países do Golfo, como Catar e Bahrein, reforçaram seus sistemas de defesa aérea e voltaram a pedir uma solução diplomática para evitar uma expansão do conflito na região.

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