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CRIME

Ex-ministra do Reino Unido é encontrada morta em casa

Homem de 26 anos foi detido em vilarejo a 15 quilômetros de distância da cena do crime

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Widdecombe se destacou por defender abertamente posições de direita
Widdecombe se destacou por defender abertamente posições de direita | Foto: — Divulgação

A política britânica Ann Widdecombe, que foi ministra do Emprego e, mais tarde, ministra de Prisões no governo do conservador John Major (1990-1997), foi encontrada morta em casa na quinta-feira (9). A polícia do Reino Unido prendeu nesta sexta (10) um homem suspeito de assassiná-la.

O suposto criminoso, um homem de 26 anos, foi preso no vilarejo de Newton Abbot, a cerca de 15 quilômetros da casa de Widdecombe, na zona rural do sul da Inglaterra. De acordo com a polícia, não há informações que sugiram que a motivação do assassinato tenha sido política.

Os policiais também não deram detalhes sobre as circunstâncias do assassinato, dizendo apenas que atenderam a um chamado na casa da ex-ministra e a encontraram morta "devido a ferimentos graves". O local foi isolado, e agentes fazem trabalho de investigação forense.

O primeiro-ministro, Keir Starmer, homenageou Widdecombe nesta sexta e a agradeceu por "sua dedicação e seus muitos anos servindo o povo".

O caso marca a terceira vez em que uma figura política importante é assassinada no país em dez anos: a parlamentar Jo Cox, do Partido Trabalhista, foi morta por um neonazista em 2016, e o político conservador David Amess foi esfaqueado por um homem que dizia fazer parte do Estado Islâmico.

Conhecida anteriormente por fazer parte da ala mais à direita do Partido Conservador britânico, Widdecombe, 78, havia recentemente se filiado ao partido de ultradireita Reform UK, onde cumpria a função de porta-voz para assuntos de imigração e Justiça. Esse cargo sinalizava que ela poderia ocupar o ministério da Justiça ou do Interior em um eventual governo Nigel Farage, líder da legenda.

Ao longo da carreira, Widdecombe se destacou por defender abertamente posições de direita com pouco apoio público no Reino Unido. Ela era contra a legalização do aborto, por exemplo, permitido no país desde 1967, e tinha um histórico de declarações homofóbicas —como quando disse em 2010, por exemplo, que casais homossexuais não deveriam aparecer na televisão.

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