Oriente Médio
EUA bombardeiam novos alvos iranianos em Ormuz
Ofensiva mira estruturas usadas pelo Irã para ameaçar embarcações
Os Estados Unidos intensificaram, nessa quarta-feira (15), a ofensiva militar contra o Irã com uma segunda onda de bombardeios contra instalações estratégicas próximas ao Estreito de Ormuz, principal rota marítima para o transporte mundial de petróleo. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques tiveram como alvo estruturas militares utilizadas por Teerã para ameaçar embarcações que transitam pela região.
De acordo com o comando americano, a operação atingiu sistemas de defesa costeira, depósitos de armamentos e posições de lançamento de mísseis de cruzeiro, reduzindo a capacidade iraniana de atacar navios comerciais. Mais cedo, os EUA já haviam bombardeado a Ilha de Tunb Maior, considerada estratégica para o controle do estreito e que abriga bases navais e militares iranianas.
A nova ofensiva ocorre em meio à escalada do conflito entre Washington e Teerã, retomado após o fim do cessar-fogo firmado em junho. Desde então, os Estados Unidos voltaram a atacar alvos iranianos, enquanto o Irã intensificou lançamentos de drones e mísseis contra bases militares americanas instaladas em países do Golfo, como Kuwait, Bahrein, Catar, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.
No Irã, a imprensa estatal informou que pacientes de um hospital localizado em Ahvaz, especializado no tratamento de crianças com câncer, precisaram ser evacuados depois que explosões atingiram áreas próximas à unidade de saúde. Também foram registradas explosões nas regiões de Sirik e da ilha de Qeshm, no sul do país.
A escalada militar voltou a comprometer as negociações entre os dois países e reacendeu a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. O Irã retomou as restrições à navegação na hidrovia, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, enquanto os Estados Unidos restabeleceram sanções econômicas e o bloqueio a portos iranianos.
Na semana passada, o presidente Donald Trump desistiu da proposta de cobrar uma taxa sobre embarcações que cruzassem o Estreito de Ormuz sob supervisão americana, afirmando que a medida seria substituída por compromissos de investimentos de países do Golfo nos Estados Unidos.
O governo iraniano, por sua vez, afirma que exerce o controle sobre a hidrovia e promete responder a qualquer ação militar americana na região.