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Ucranianos protestam após Zelensky demitir ministro

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Imagem ilustrativa da imagem Ucranianos protestam após Zelensky demitir ministro
| Foto: Reprodução

Milhares de ucranianos foram às ruas nessa quinta-feira (16), em diversas cidades do país, em protesto à demissão do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, confirmada pelo presidente Volodymyr Zelensky. A reforma ministerial foi anunciada no domingo (12) e o país aguarda a indicação dos novos nomes que serão submetidos pela Presidência ao Parlamento.

As manifestações aconteceram horas após ataques russos. Da capital Kiev à segunda maior cidade do país, Kharkiv, passando por Lviv, manifestações demonstraram o descontentamento da população ucraniana, que pede a recondução de Fedorov ao cargo. Cartazes exigiam que a Rada, o Parlamento ucraniano, rejeite as indicações de novos ministros feitas pelo presidente.

Alguns manifestantes atribuem a saída de Fedorov ao comandante-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi. Os dois mantinham uma relação conturbada por causa das reformas iniciadas pelo ministro da Defesa, incluindo demissões determinadas por ele quando estava à frente da pasta. O anúncio de sua saída ocorreu depois que o Parlamento ucraniano aprovou, na terça-feira (14), a renúncia da primeira-ministra Ioulia Svyrydenko, que também era defendida pelo presidente ucraniano.

Nos últimos meses, Fedorov buscava reformar as Forças Armadas da Ucrânia e defendia a incorporação de novas tecnologias no campo de batalha para preservar a vida dos soldados. Ele foi nomeado para o cargo em janeiro deste ano e anunciou sua saída da função na quarta-feira (15).

Durante o mandato, que teve a duração de apenas seis meses, Mykhailo Fedorov conseguiu que o sistema de internet Starlink bloqueasse o acesso das tropas russas. A saída dele causou impacto até mesmo entre integrantes da maioria governista.

Em sua mensagem de despedida do governo, ele também destacou o desenvolvimento da produção e do uso de drones, além do lançamento de uma ampla reforma das Forças Armadas e, em especial, dos contratos militares, uma medida que classificou como “impopular, mas extremamente necessária”.

Com essa reforma, Fedorov havia iniciado a reformulação dos sistemas de aquisição de equipamentos militares, com o objetivo de evitar fraudes, e demitiu diversas personalidades polêmicas de seu ministério. Segundo ele, o trabalho ainda estava longe de ser concluído, mas já havia sido suficiente para irritar até mesmo o comandante-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi.

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