Segurança alimentar
ONU: fome cai pelo 3º ano seguido, mas diferenças regionais persistem
Um novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU), divulgado nessa terça-feira (21), mostrou que a fome mundial diminuiu pelo terceiro ano consecutivo em 2025.
Apesar da boa notícia, as melhorias foram lentas, estão distribuídas de forma desigual e ainda são “insuficientes para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030”, constatou o estudo.
O relatório estima que 7,8% da população mundial sofreu de fome em 2025 (o que representa cerca de 645 milhões de pessoas), enquanto o percentual foi de 8,1% em 2024 e de 8,6% em 2022.
Estima-se que 25,8% da população mundial (cerca de 2,1 bilhões de pessoas) vivia em situação de insegurança alimentar moderada ou severa até o ano passado. Ou seja, para sobreviver, essas pessoas precisavam consumir menos alimentos e de menor qualidade. Essa porcentagem teve queda com relação aos anos anteriores, mas ainda assim está acima dos níveis pré-pandemia.
De acordo com QU Dongyu, diretor-geral da FAO, o relatório mostra que é possível avançar, mas é preciso rapidez e compromisso político:
“Crises recentes – desde desastres naturais, como a pandemia da doença do coronavírus (Covid-19), até desastres causados pelo homem, como pontos críticos, a guerra na Ucrânia, a crise de Gaza e a recente interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz – evidenciaram tanto a resiliência dos sistemas agroalimentares quanto a necessidade de fortalecê-los ainda mais para melhor servir às pessoas mais vulneráveis do mundo, agricultores e consumidores.”