Após repercussão
Governo Ortega recua e diz que Nicarágua realizará eleições
Informação foi divulgada pela copresidente do país, Rosario Murillo
Depois de descartar novos processos eleitorais, o governo de Nicarágua voltou atrás, e disse que o país realizará eleições. A informação foi divulgada pela copresidente nicaraguense e esposa de Daniel Ortega, Rosario Murillo, na quarta-feira (22).
Em um pronunciamento, Murillo acusou os Estados Unidos de tentar interferir no processo eleitoral do país caribenho. O que, segundo ela, “jamais retornará à Nicarágua”. Por isso, ela defendeu um pleito “livre, digno e soberano”.
“Esse tipo de eleição contra o povo não acontecerá, jamais retornará à Nicarágua”, disse a copresidente do país. “Eleições, sim, mas nossas próprias eleições. E quando dizemos nossas, nos referimos às eleições do nosso povo abençoado, planejadas e organizadas a partir da nossa soberania nacional, da nossa dignidade nacional, para eleger os melhores nicaraguenses, aqueles que conhecem a luta e a honra. Eleições abençoadas, livres, dignas e soberanas”.
Apesar da fala de Murillo, que controla a Nicarágua com mão de ferro ao lado de Ortega desde 2025, quando uma reforma constitucional a alçou ao posto de “copresidente”, o futuro político do país segue incerto.
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No último domingo (19), Daniel Ortega disse que novas eleições não seriam realizadas na Nicarágua para impedir que opositores — acusados de serem “golpistas” e “vendedores da Pátria” — cheguem ao poder. O presidente nicaraguense desde 2007 também pediu reformas para endurecer o combate à oposição, já perseguida no país.