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Um muro caiu, o mundo mudou

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As hordas de alemães, dos dois lados da barreira, que a marretadas e chutes derrubaram alegremente o Muro de Berlim se tornaram o maior símbolo de um momento que transformou a Europa. A queda do muro que separava uma das mais importantes cidades do continente foi um ícone em meio a um período revolucionário no qual vários regimes comunistas ruíram, novas elites foram alçadas ao poder e Estados se desmantelaram. No momento em que a parede que separava os berlinenses foi ao chão, o mesmo já acontecia com alguns regimes. Na Polônia, o movimento Solidariedade já tinha imposto uma derrota humilhante ao Partido Comunista, e o forçara a ceder o cargo de premier para um católico fervoroso. Na Hungria, o próprio Partido dos Trabalhadores Húngaros ? que já fizera história ao ser o primeiro a descerrar a Cortina de Ferro, abrindo as fronteiras com a Áustria, no Piquenique Pan-Europeu de agosto de 1989 ? decidiu pela autodissolução, um mês antes da euforia berlinense. ### Música influenciou reunificação | GRAÇA MAGALHÃES-RUETHER - Agência O Globo Berlim, Alemanha ? A festa da juventude começou nos escombros da Guerra Fria. Os jovens berlinenses foram os primeiros a se reunificar após a queda do Muro. E por meio da música ? um novo estilo eletrônico, techno, influenciado pelo clima de entusiasmo que predominava na cidade. Segundo Rainer Sioda, do Centro de Estudos da Juventude e da Família (FEZ) ? que abre esta semana uma exposição sobre a juventude e a reunificação na prefeitura da cidade ? os jovens do Leste ainda dão grande relevância ao evento que mudou a cidade há 20 anos. E são os únicos que não enxergam diferença entre Leste e Oeste. ### Ex-chanceler admite que chorou | REUTERS O ex-chanceler da Alemanha Helmut Schmidt, de 90 anos, admitiu que foi às lágrimas ao acompanhar pela televisão, no dia 9 de novembro de 1989, como ?acabava a terrível divisão alemã pacificamente, sem um único tiro?, com a queda do Muro de Berlim. ?Sempre contei com a superação da divisão alemã, não só por esperança, mas nunca esperei viver para ver isso?, comenta Schmidt em entrevista publicada hoje pelo jornal alemão Bild. O ex-chanceler conta que, no dia seguinte à queda do Muro, ?nossa casa já estava assediada por cidadãos da Alemanha Oriental que tinham conseguido chegar até Hamburgo em seus Trabbis (Trabant, veículo típico da Alemanha comunista) para ver de perto onde viviam estes Schmidts?. ///

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