CONFLITO
Hamas aceita plano de desarmamento de Trump
Anúncio foi feito após meses de esforços para manter em curso acordo de paz
O Hamas anunciou, nessa sexta-feira (31), que aceitou o acordo de desarmamento, divulgado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra em Gaza. A proposta prevê o desarmamento gradual do grupo, a retirada das tropas israelenses e a transferência da gestão do território para uma autoridade palestina tecnocrática, sob supervisão internacional.
De acordo com Trump, o acordo foi medida pelo Conselho de Paz e conta com a adesão de 27 países.
“Hoje, o Conselho de Paz alcançou um acordo histórico para o desarmamento completo do Hamas e de todos os outros grupos armados em Gaza”, escreveu Trump na rede social Truth. “Este é um passo monumental rumo à paz e à segurança duradouras”, acrescentou Trump.
Depois que o grupo palestino entregar todas as armas, forças israelenses devem se retirar de Gaza. Elas darão lugar à Força Internacional de Estabilização. A missão será responsável por garantir a segurança do enclave durante um período de transição.
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O possível desarmamento do Hamas faz parte da segunda fase do acordo de paz anunciado pela administração Trump em outubro do ano passado — juntamente com a saída do grupo do governo local.
O ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben-Gvir, da extrema direita, disse considerar inaceitável o pacto. "Interromper os combates contra o movimento islamista palestino equivale a aceitar os preparativos do Hamas para o próximo massacre", escreveu ele no Telegram. "Israel precisa vencer", acrescentou.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, saudou o acordo, mas afirmou que o sucesso "depende do pleno comprometimento de todas as partes". "Muita coisa precisa se encaixar para que isso funcione", escreveu nas redes sociais. "Verificar o cumprimento do Hamas será um desafio significativo. Israel precisaria eventualmente se retirar de Gaza. Estamos prontos para apoiar os próximos passos."