Rota do petróleo
Irã impõe condições aos EUA para reabertura de Ormuz
Entre as exigências está o encerramento do bloqueio naval aos portos iranianos
O Estreito de Ormuz, que está no centro das tensões entre o Irã e os Estados Unidos, teve a reabertura pautada mais uma vez nessa quarta-feira (5), quando o Irã informou que chegou a um consenso com Omã sobre uma nova rota de trânsito para navios que trafegam pelo local.
O país afirmou que a reabertura da via marítima depende de os Estados Unidos aceitarem as exigências impostas. Em entrevista à agência estatal de notícias da República Islâmica (Irna), o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, detalhou as exigências iranianas, afirmando que os EUA devem reverter ações que, segundo o país, violaram compromissos anteriores.
Entre as demandas para Washington estão:
- encerrar o bloqueio naval imposto aos portos iranianos em represália à paralisação do estreito por parte de Teerã;
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- - rever as sanções reimpostas ao Irã após o colapso da trégua — especialmente as que incidem sobre o setor petrolífero — e retomar as negociações sobre os ativos congelados de Teerã; e
abordar a “falha” dos EUA em garantir a estabilidade no Líbano, conforme previsto no memorando de entendimento firmado com Washington em junho.
O Estreito de Ormuz, considerado uma via estratégica por onde passavam 20% do comércio mundial de petróleo e gás antes da guerra, teve o tráfego bloqueado novamente em julho, após a retomada das hostilidades entre as forças iranianas e norte-americanas.
ACORDO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegou em várias ocasiões que Teerã deseja chegar a um acordo com Washington para reabrir a rota à navegação, mas o Irã desmentiu e insistiu que, ao contrário, estabelecerá um pacto com o vizinho do outro lado da passagem marítima, ou seja, Omã.
Vance atribuiu as dificuldades às divisões dentro do governo iraniano, no qual alguns funcionários desejavam o fim do conflito, enquanto alguns “radicais loucos” queriam a continuidade.
O Irã não quer voltar à situação anterior à guerra e, no momento, autoriza apenas uma rota ao longo de suas costas. A implementação de uma rota por Omã em junho irritou o país, o que provocou uma série de ataques a embarcações.
O país cogita cobrar taxas de serviço, uma possibilidade rejeitada pelos Estados Unidos e por outros países e contrária ao direito marítimo internacional.