Tragédia
Colômbia já contabiliza 265 mortos após terremoto
Quase 500 pessoas estão desaparecidas; mulher é resgatada 36 horas após soterrada
O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira (10) deixou 265 mortos e 2.595 feridos, segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo nessa quarta-feira (12). Outras 496 pessoas estão desaparecidas, enquanto mais de mil moradias foram destruídas e pelo menos 48 edifícios desabaram. As buscas continuam em cidades como Pereira, Cali, Manizales e Quibdó.
Em meio à destruição, uma sobrevivente foi localizada entre os escombros em Pereira após passar cerca de 36 horas soterrada. Daniela Largos Sánchez, de 32 anos, foi retirada com vida na terça-feira (11) por equipes dos bombeiros de Bogotá e Pereira e do Ponalsar.
Para chegar até a mulher, os socorristas realizaram duas escavações e precisaram administrar oxigênio por meio de uma máscara. O resgate ocorreu em um prédio que desabou na cidade, uma das áreas mais atingidas pelo terremoto.
A operação de busca entrou em uma fase crítica, com equipes trabalhando para localizar pessoas que permanecem desaparecidas. O governo colombiano também começou a organizar a cooperação internacional para reforçar as ações de emergência.
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O chanceler Omar Bula Escobar afirmou que a Colômbia está coordenando as ofertas de ajuda por meio da chancelaria e da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD). Segundo ele, aviões com suprimentos já chegaram ao país. El Salvador enviou 100 toneladas de itens humanitários, enquanto o México encaminhou 58,5 toneladas.
Além dos suprimentos, o governo anunciou que pretende formalizar pedidos de apoio a equipes especializadas dos Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel. Os grupos deverão seguir protocolos internacionais de busca e resgate em estruturas colapsadas.
AJUDA EXTERNA
A resposta do governo de Abelardo de la Espriella vinha sendo questionada após alguns países afirmarem que estavam preparados para enviar equipes de resgate, mas aguardavam uma solicitação formal de Bogotá. O governo colombiano negou que critérios políticos ou ideológicos tenham influenciado a coordenação da ajuda e afirmou que todas as ofertas estão sendo avaliadas de acordo com as necessidades da emergência.
Enquanto as equipes avançam nas buscas, os sobreviventes resgatados dos escombros renovam a esperança de encontrar outras pessoas com vida. O terremoto, um dos mais graves registrados recentemente no país, também reacendeu o debate sobre prevenção, normas de construção e preparação para desastres em áreas de elevada atividade sísmica.