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Tremor mata centenas de milhares

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O maior terremoto nos últimos 200 anos na região matou ?centenas de milhares? no Haiti. O tremor de 7 graus na escala Richter ? de grande magnitude ? devastou o país anteontem, enquanto sobreviventes circulavam na capital, Porto Príncipe, desconcertados e impotentes, empilhando os corpos retirados de escombros, segundo relatos. ?É uma catástrofe (...) inimaginável?, disse o presidente René Préval ao jornal americano Miami Herald. ?O Parlamento ruiu. Escolas ruíram, hospitais ruíram. Há muitas escolas com pessoas mortas dentro?, afirmou, relatando a dificuldade até mesmo de se caminhar na capital haitiana devido aos escombros e aos incontáveis corpos estirados pelas ruas. Já o premiê haitiano, Jean-Max Bellerive, afirmou à CNN que ?milhares? de edificações colapsaram na capital ? a cerca de 15km do epicentro ? e que, embora não haja estimativas oficiais, as vítimas podem chegar a ?centenas de milhares?. ### Brasileiros estão entre vítimas de terremoto | LAURA CAPRIGLIONE - Folhapress A médica sanitarista e pediatra Zilda Arns Neumann, 75 anos, morreu anteontem no terremoto do Haiti, que atingiu 7 graus na escala Richter. Ela estava em missão humanitária. Pretendia levar a religiosos daquele país a metodologia da Pastoral da Criança, hoje presente em 20 países. No Brasil, a organização formada por 260 mil voluntários acompanha mais de 1,9 milhão de gestantes e crianças menores de seis anos, além de 1,4 milhão de famílias pobres, em 4.063 municípios. Segundo o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), a mulher do embaixador brasileiro no Haiti, Igor Kipman, Roseana Kipman, foi quem encontrou o corpo de Zilda e de um tenente que a acompanhava. Ela estaria caminhando pela rua quando foi atingida por destroços. A oficialização da morte de Zilda foi feita pelo ministro Nelson Jobim (Defesa) após reunião com o presidente, por volta das 11h. Coube ao chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, informar aos familiares de Zilda, entre eles seu irmão, o arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, e o sobrinho, senador Flávio Arns, que embarcou ontem com Jobim para o Haiti. ### Relação dos militares brasileiros mortos Davi Ramos de Lima, 2º sargento do Exército Tiago Detimermani, soldado do Exército Bruno Ribeiro Mário, 1º tenente do Exército Douglas Pedrotti Neckel, cabo do Exército Raniel Batista de Camargo, subtenente Washington Luis de Souza Seraphin, cabo Leonardo de Castro Carvalho, 2º sargento Emílio Carlos Torres dos Santos, coronel do Exército Antonio José Anacleto, soldado Ari Dirceu Fernandes Júnior, cabo Kleber da Silva Santos, soldado ### PERSONALIDADES ALAGOANAS FALAM SOBRE ZILDA ARNS | CARLA SERQUEIRA - Repórter A pediatra Zilda Arns, em Alagoas, deixou saudades e muitas lições. O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que decretou luto por três dias no Estado, falou, ontem, com a Gazeta, de São Paulo, sobre a perda da mulher que, há 26 anos, fundou a Pastoral da Criança no Brasil, com a missão de salvar vidas. Zilda Arns estava no Haiti desde a última segunda-feira, 11. No dia seguinte, 12, se tornou uma entre as milhares de vítimas fatais do terremoto que destruiu a capital do país, Porto Príncipe. ?Recebi a notícia com tristeza e lamento. A doutora Zilda teve uma admirável história de vida e um trabalho extremamente amoroso e profícuo, de resultados, em benefício da população mais sofrida do Brasil, principalmente das crianças mais necessitadas?, disse o governador Teotonio Vilela, que no dia 6 de agosto de 2009 se reuniu pela última vez com Zilda Arns. Foi também a última vez que ela visitou Alagoas, Estado que há 25 anos escolheu para ser o segundo a receber uma sede da Pastoral, depois do Paraná, onde morava. ### Militares alagoanos deixaram país em agosto | GILVAN FERREIRA - Chefe de Reportagem Apesar da recente presença de militares alagoanos no Haiti, país devastado por um terremoto na última terça-feira, o comando do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMtz) informou, ontem, que nenhum dos 11 militares do Exército mortos na tragédia pertencia ao efetivo de Alagoas. O chefe da Comunicação Social do 59º BIMtz, tenente Mauro Aragão, esclareceu que os 30 militares alagoanos que estiveram na missão do Exército no ano passado retornaram a Alagoas há cinco meses. ?Não temos registro de nenhum alagoano entre as 11 vítimas de militares do Exército mortos pelo terremoto que devastou o Haiti. Os nossos militares, que serviram durante sete meses, no ano passado, na missão de paz da ONU naquele país, retornaram ao nosso Estado, em agosto do ano passado, sem que tivessem envolvidos em qualquer incidente grave naquele país?, revelou o tenente, esclarecendo que Alagoas já havia enviado duas equipes ? a primeira em 2005 ? de militares para compor a força de paz da ONU, comandada pelo Exército. ### Brasil anuncia ajuda financeira de US$ 15 mi | SIMONE IGLESIAS - Folhapress O governo brasileiro definiu ontem uma ajuda financeira inicial de US$ 15 milhões ao Haiti, mandou à noite um avião com 14 toneladas de medicamentos e alimentos e hoje envia ao Haiti 50 bombeiros (30 do Rio de Janeiro e 20 de Brasília) e cães farejadores para ajudar na localização de feridos e de corpos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de três dias pelas mortes de brasileiros no Haiti e, no começo da manhã, convocou reunião de emergência com os ministros Jobim, Celso Amorim (Relações Exteriores), Jorge Armando Felix (Gabinete de Segurança Institucional), Franklin Martins (Comunicação) e Dilma Rousseff (Casa Civil). O governo criou um gabinete da crise comandado por Felix para centralizar as informações que cheguem do Haiti e medidas tomadas pelo governo para ajudar o país. ///

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