Internacional
Fran�a e B�lgica votam nos pr�ximos dias uso da burca
Vénissieux, França ? Amandine tem um nome bem francês. E não só o nome: a moça de 29 anos e sorriso afável, pele bem clara e óculos de intelectual, coberta dos pés à cabeça como se fosse uma mulher saudita, é francesa, filha de católicos. Ela se converteu ao Islã aos 14 anos, sem nunca ter pisado num país muçulmano. Diz que a transformação veio depois de um acidente de carro. ?Meu véu é minha liberdade. Ninguém me forçou?, afirma. ?Eu era uma menina tímida e introvertida. A religião muçulmana me reforçou. Me sinto mais forte?. Amandine mora em Vénissieux, periferia de Lyon com reputação de ter uma das maiores concentrações de véus islâmicos da França. Sua conversão ao Islã foi um choque para a família, mas ela garante que hoje seus pais aceitam. Amandine hoje sonha usar o sitar, o véu que cobre todo o rosto de preto, ainda pior que a burca afegã. Ela vê isso como uma grande ?evolução? da sua fé religiosa: vai estar mais próxima de Deus. Diante de uma França alarmada com a perspectiva de ver cada vez mais vultos negros pelas ruas, ela está quase optando pelo exílio. ?Estou pensando em me mudar para o Marrocos?, diz ela, que se casou com um muçulmano marroquino.