Internacional
Subst�ncia irritante assusta passageiros em Miami
Miami e Nova Iorque ? A polícia esvaziou um dos nove terminais de passageiros no Aeroporto Internacional de Miami, ontem, e enviou ao local especialistas em materiais nocivos, depois que passageiros começaram a tossir por causa de uma substância irritante, afirmou uma porta-voz do aeroporto, um dos mais movimentados dos Estados Unidos. Autoridades afirmaram que a substância veio provavelmente de obras próximas de ampliação do aeroporto e foi transportada pelos dutos do condicionador de ar. ?Havia alguns passageiros tossindo e a decisão foi de esvaziar o terminal B?, declarou a porta-voz Inson Kim. ?Um grupo especial para lidar com materiais perigosos foi mandado ao local?. O incidente alarmou o sul da Flórida, onde os primeiros casos de contaminação por antraz foram notificados logo depois dos ataques terroristas contra as duas torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, e o Pentágono, nas cercanias de Washington, em 11 de setembro. Uma porta-voz do Corpo de Bombeiros de Miami-Dade afirmou à CNN que o telefonema inicial às autoridades mencionava um passageiro com dificuldades para respirar em um dos postos de segurança. A seguir, outros sete passageiros apresentaram sintomas semelhantes. ?Cerca de 35 pessoas foram afetadas pela substância, supostamente transportada pelo ar?, afirmou Mark Forare, diretor de segurança do aeroporto. ?Isso fez com que suspeitássemos da bagagem. As malas foram verificadas, à procura de algo suspeito, mas não havia nada. A equipe observou os dutos de ar, que se tornaram a fonte suspeita?. O grupo especializado em materiais nocivos entrou no terminal usando roupas especiais e tanques de ar, carregando instrumentos usados para detectar substâncias químicas. O Aeroporto de Miami é um dos centros mais importantes para a maior companhia aérea norte-americana, a American Airlines, e a interrupção nas operações do aeroporto provavelmente causaria atrasos. ?Nós esperamos atrasos, mas não sei quantos?, salientou a porta-voz da American Airlines, Martha Pantin. A Virgin Atlantic Airways, que tem um balcão no terminal A, próximo ao local do incidente, afirmou que seu vôo diário não sofreria atrasos e que seus empregados não foram afetados pela substância. Indenização A Cruz Vermelha norte-americana e a ONG Fundo 11 de Setembro vão assumir os gastos pela assistência psiquiátrica a qualquer pessoa afetada pela tragédia do World Trade Center (WTC). O Fundo prevê gastar com essa finalidade entre US$ 45 milhões e US$ 55 milhões, num período de cinco anos, para cerca de 150 mil famílias, uma média de US$ 3.000 por pessoa. A Cruz Vermelha informou, por meio de um comunicado, que serão reembolsados os honorários de psiquiatras, despesas de medicamentos receitados, internações, tratamentos pelo uso de drogas ou álcool, desde que estejam vinculados ao trauma sofrido no ataque de 11 de setembro. O Fundo 11 de Setembro, criado no dia seguinte ao ataque e que já arrecadou US$ 503 milhões, indicou que, em colaboração com a Cruz Vermelha, também se encarregará de reembolsar este tipo de despesa. As pessoas envolvidas são parentes das vítimas, os feridos, as pessoas desabrigadas, as que foram retiradas das áreas dos ataques, os membros dos órgãos de ajuda e suas famílias e as crianças que iam para as escolas perto do World Trade Center. Para as pessoas que têm plano de saúde, as duas organizações decidiram encarregar-se da parte das despesas que os planos não assumem.