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Ataque � questionado por membros do governo

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Jerusalém, Israel ? Sob uma onda de condenação mundial pela ação naval que deixou nove ativistas mortos, o governo israelense também passou a ser alvo de uma bateria de ataques domésticos de grosso calibre. Na imprensa as críticas se multiplicam contra a desastrada interceptação militar da frota de seis navios que tentava romper o bloqueio marítimo imposto por Israel e levar ajuda humanitária à faixa de Gaza. Dois dias após o cerco à frota, algumas questões ainda intrigam os israelenses. Entre elas, as principais são: Por que Israel enviou um comando de elite, treinado para situações de guerra, para lidar com ativistas? Se havia indícios de sobra de que os tripulantes reagiriam com violência a qualquer abordagem, porque os soldados foram pegos de surpresa? Por que a ação se deu em águas internacionais? As cenas de soldados descendo de helicópteros no navio Mari Marmara meio de dezenas de manifestantes, que imediatamente começam a agredi-los com porretes, são exibidas repetidamente nas TVs israelenses. O Exército tenta usá-las como prova de que não havia alternativa senão abrir fogo para evitar linchamentos. O premiê Binyamin Netanyahu, numa reunião extraordinária do gabinete, disse que não cederá à pressão para aliviar o bloqueio a Gaza. ?É verdade que há pressão internacional e críticas a essa política, mas o mundo precisa entender que é crucial preservar a segurança de Israel e seu direito de defesa?, disse.

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