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Choques armados deixam sete mortos em Medell�n

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Bogotá ? Intensos combates de rua em um bairro operário da cidade colombiana de Medellín entre guerrilheiros de esquerda e paramilitares de ultradireita deixaram sete mortos e dois veículos em chamas, informou a polícia do país, ontem. Os choques armados em Medellín, 250 quilômetros a noroeste de Bogotá (capital), transformaram-se em um componente freqüente da guerra civil iniciada 38 anos atrás no país. No conflito interno, morreram na última década cerca de 40 mil pessoas. O comandante da polícia metropolitana da cidade, general Leonardo Gallego, afirmou que os conflitos aconteceram ontem em bairros operários disputados por guerrilheiros e paramilitares. Medellín, com cerca de 2 milhões de moradores, é a capital do Estado de Antioquia e um importante centro empresarial desse país de 40 milhões de habitantes. Gallego ressaltou que, em meio aos choques de ontem, os grupos incendiaram um ônibus e um táxi. O general não informou a que grupos pertenciam as vítimas. Em maio, as Forças Armadas lançaram uma ofensiva contra os comandos guerrilheiros urbanos em Medellín. Oito pessoas, entre as quais cinco crianças, morreram nos combates ocorridos então. Nos bairros mais pobres da cidade atuam comandos das guerrilhas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN) e de paramilitares. Atuam também nessas áreas grupos armados a serviço de narcotraficantes. O governo do presidente Álvaro Uribe, no poder desde o dia 7 deste mês, pretende fortalecer as Forças Armadas e criar uma rede de informantes civis para combater os grupos ilegais e conter a violência. ?No Peru, a polícia destruiu cerca de 60 laboratórios usados para fabricação de drogas na floresta peruana e queimou 38 toneladas de folhas de coca, matéria-prima da cocaína?, disse ontem um porta-voz. ?Nos últimos dois meses, nós intensificamos as operações depois que informações da inteligência nos alertaram que os traficantes de drogas estavam mais ativos?, disse um porta-voz da polícia, que não quis ser identificado.

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