José Elias
Confira os destaques da política alagoana #JE11052021
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SUCESSÃO DE ALAGOAS VAI DEPENDER DA CPI DA COVID
As dúvidas serão esclarecidas em médio prazo, depois do relatório final da CPI da Covid no Senado. Placar do momento assinala zero a zero e jogadores, mesmo em campo, colocam interrogação na mão. Não sabem em que lado vão ficar na montagem das chapas, armação dos palanques, na escolha das alianças e na composição de nomes majoritários. Brasília dará o tom da música, marcará a velocidade da corrida, dia, local e endereço dos confrontos. Caminhos das eleições aqui, não dependem dos entendimentos locais, acordos de lideranças envolvidas no processo. Se Bolsonaro ganhar no Congresso, asfalta sua estrada e, perdendo a luta, os pretensos candidatos estão liberados para seguir em frente. _Por enquanto, muita gente aposta num acordão, sem a interferência do Planalto, longe de palpites distantes. A expectativa no momento é saber quantidade de grupos que concorrerão ao governo e ao Senado. Pra onde irão Arthur Lira, JHC, Marcelo Victor e Davi Davino, se ficarão juntos ou tomarão destinos diferentes, rachando, dividindo ou estarão juntos.
POUCOS SE LEMBRAM, MAS FAZ UM ANO DA MORTE DE GUILHERME
A vida pública não tem memória mesmo, esquecimento não escolhe rico ou pobre, branco ou preto. Morreu, sepultado, enterra-se também a história, pequena, média ou grande, que tenha beneficiado os interesses coletivos. Em vida, os “amigos” brigam, abraçam, beijam e não saem de perto, na doença desaparecem e, depois, passam a bajular os vivos. Poucos prestaram atenção que faz um ano da morte de Guilherme Palmeira; que foi tudo em Alagoas. Na atividade, como deputado, governador, senador, prefeito de Maceió, ministro do TCU, tinha que se esconder quando aniversariava. A multidão batia à sua porta e, em clima de festa, comparecia para marcar presença, apresentando-se para a autoridade. Simples, sem vaidade, povão, uma vez Paulo Sá, com quem gostava de sair, foi buscar Guilherme em Riacho Doce. Liso, faltou gasolina no carro, botou 20 reais fiado e, na volta, parou no mesmo posto pra reabastecer. ”Cadê o governador?” - perguntou o frentista. “Olhe ele ali!” - apontou para parte traseira onde, deitado, Guilherme tirava um ronco, de ressaca.
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CELSO LUIZ FAZ FALTA À ARTICULAÇÃO POLÍTICA
Respeitado nas conversas de bastidores, presença marcante nas composições, Celso Luiz abriu um vácuo nas articulações políticas. Sempre lembrado nas rodas da disputa do voto, produz saudade no fechamento dos acordos, órfão com a sua ausência. Ainda ouvido, mas não com a mesma frequência, seus amigos torcem por sua volta à cena diária. Em atividade, nas arrumações, figuras majoritárias brigam pelo apoio de seu grupo, gigante nas eleições. Opiniões abalizadas, acertando os placares, nunca deixou de ser procurado para emitir considerações às vésperas dos confrontos. Quem segue sua orientação e hoje esta de cima, exercitando o poder na capital e interior, agradece suas intervenções. Deputado atuante, presidente da Assembleia Legislativa justo, coleciona no parlamento um bloco de admiradores. Linha de frente nas discussões internas, ganhou a confiança das ruas em contato com as esquinas. Quem o conhece, sabe de sua lealdade e compromisso com o Estado, pede seu retorno à trincheira de luta, de onde nunca deveria ter saído.