José Elias
Confira os destaques da política alagoana #JE14052021
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PESQUISAS MOSTRAM LESSA COMO PREFEITO DE MACEIÓ
Bom de urna – ninguém pode negar – Ronaldo Lessa carrega nas costas muita sorte, o que falta a alguns políticos. Vitorioso na carreira, apesar dos fracassos, o ex-governador cresce de tamanho nas disputas majoritárias. Discurso afiado, atira contra os adversários que passam pelo seu caminho, com palavras e emoção que o povo aplaude na campanha. Dado como politicamente morto depois que perdeu a reeleição de deputado federal, ressurgiu das cinzas. Aceitou a sugestão do advogado Heth Cesar, da executiva nacional do PDT, retirando a candidatura de prefeito de Maceió. E se encaixou na chapa de JHC, contribuindo com sua vitória como vice, retornando à cena do voto e ao ringue que está sendo montado. Pouco mais de três meses de mandato, aparece no corredor uma luz forte no fundo do quintal, que iluminará seu futuro. As pesquisas preliminares indicam JHC como favorito na corrida de governador, passando a camisa para Lessa. Os “amigos” começam a reaparecer, fazendo novos elogios, dando presentes e cavando uma vaga na sua possível gesto.
JORNALISMO E POLÍTICA VIVERAM JUNTOS EM MACEIÓ
Época da boemia, jornalismo e política caminhavam juntos pelas ruas e Redações dos meios de comunicação. Alguns profissionais com sucesso, outros ensaiavam a decolagem mas faltava fôlego e muitos não saiam do lugar. Tempo em que havia solidariedade, todo mundo se conhecia e se engajava, por inteiro, na campanha, envolvendo parentes e amigos. Iniciando a carreira, Regis Cavalcante escreveu primeiro texto na entrada da Gazeta, na Rua do Comércio. Márcio Canuto editor, aceitou sugestão de Denis Agra, outro que tentou uma vaga na Assembleia Legislativa. Com Nunes Lima, todo sábado, por muito tempo, dividíamos um botijão de vinho e um galeto da antiga Toca, depois do fechamento do jornal. Depois, na presidência do Sindicato dos Jornalistas e repórter da TV Gazeta, Regis se elegeu vereador por Maceió. Atuação destemida, exerceu mandato de deputado federal, fechando aliança duradoura com o então senador Roberto Freire. Fora da dança, mas comandando o Cidadania em Alagoas, admite regressar como deputado federal ou estadual.
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BOLSONARO TESTA O SEU TAMANHO NO VOTO DAQUI
Bom ou ruim, Bolsonaro mexe na balança do processo eleitoral do país – pra cima ou pra baixo. Estilo próprio, na contramão da diplomacia, seu jeito de atacante rompedor tenta colocar ordem na disputa do voto. Características diferentes, não olha pra traz, não enxerga os lados e, na sua calculadora, futuro é consequência das atitudes que acha procedentes. Visita a Alagoas do presidente coloca na parede termômetro que vai botar as contas em dia. Um divisor de águas na relação dos grupos que se mobilizam, ainda tímidos, na montagem do mapa que indicará as posições dos artistas. Apressa as decisões, como quem fica com quem, separa diferenças e mostrará a habilidade daqueles que participarão do filme principal. De uma coisa Bolsonaro ficou convencido ao desembarcar em Maceió, ao lado do senador Fernando Collor e do deputado Arthur Lira, presidente da Câmara. Encontrou uma banda de oposição formada pelo senador Renan Calheiros e governador Renan Filho, que duelam com ele nos conflitos nacionais. Vai-se saber também, na sua passagem, tamanho do prestígio na mexida da panela do voto aqui, com repercussão nos municípios, que vão para as urnas em 2022.