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José Elias

Confira os destaques da política alagoana #JE18052021

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Por JOSÉ ELIAS | Edição do dia 18/05/2021 - Matéria atualizada em 18/05/2021 às 04h00

VOZ DAS RUAS ESCUTA E ESCOLHE OS FAVORITOS

Pesquisas com distâncias longas não representam o verdadeiro retrato da voz das ruas, exibindo apenas trechos das opiniões. Ambiente frio, povo sem aquecimento, sem torcidas nas arquibancadas, mostram realidade longe das urnas, sem o carimbo das bases eleitorais. Não se pode se empolgar com números preliminares nem encomendar roupa de posse. Quando se lançou candidato a prefeito de Maceió, Cícero Almeida assustou, mas depois foi engolido e sumiu. Davi Davino chegou a aparecer na primeira colocação e, no final, faltou fôlego para continuar a caminhada. Em alguns momentos, termômetro apontava indecisões entre Alfredo Gaspar e JHC, que terminou vencendo, carregado nos braços do povo. Os institutos erram, confundem os eleitores e dão a importância que a maioria dos candidatos não possuem. Somente seis meses das disputas, começa o jogo principal, que vai dizer quem tem condições de entrar na pista. Às vezes, até na boca do gol, indicam um favorito e, na votação, sai outro nome completamente diferente, iludindo a consciência alheia.


ESQUERDA SAIU DO RETRATO E ENTERROU BANDEIRA DE LUTA

Esquerda respeitada, perseguida pela ditadura militar, jogou na lata do lixo uma história que as novas gerações desconhecem. Qualquer atitude contra o povo, convocava o que chamava de “companheiros” e enchia as praças públicas, com manifestações fortes de protestos. A ordem do dia na época tinha como lema “mexeu com um, mexeu com todos”. Muitos oportunistas, carimbo de “progressistas”, ficavam escondidos atrás do muro para não aparecer nos comícios. Com gordos salários no governo, marcavam presença, de longe, sem botar a cabeça de fora, para ser lembrado na história. Esses, hoje de idade avançada, enganam os filhos e netos, que não viveram as tragédias, criando imagem de “heróis”.

Um nome precisa ser reconhecido na luta desigual, que nunca negou ligação com os comunistas. Zé Wanderley Neto não tapava o rosto nos momentos de tensão, assumindo seu lado de indignação verdadeira. Ao lado de autênticos, como Eduardo Bomfim, Thomáz Beltrão, Enio Lins, Edberto Ticianelli, Freitas Neto, Plínio Lins, Ricardo Mota e Denis Agra.


FALTA DE DIÁLOGO PODE MELAR ESCOLHA DO “TAPÃO”

Conversas reservadas, usando intermediários, através de recados, mobilizam os bastidores das política. Não se fala ainda em fechamento de acordo para o voto de 2022, mas se cogitam projetos para o futuro e nomes disponíveis no mercado. Na prancheta, engenharia para o formato de composições que vão escolher os lados majoritários das eleições. Por exemplo, quem será o consenso para escolha do candidato a governador “tampão”, aprovado pela Assembleia Legislativa. Nomes desfilam no Palácio e no parlamento, se bem que até o momento não exista definição. Em alta, Marcelo Victor, unanimidade dos deputados, e Fábio Farias, talentoso, competente, na pista, que tem a simpatia do governo. Deram um toco na sucessão estadual, que não anda pra frente nem pra trás, colocando-se na coluna do meio. Sem Arthur Lira no jogo, JHC é a bola da vez, pela movimentação como prefeito e observação dos analistas. Do lado contrário, correm Rafael Brito e Alexandre Ayres e, caminhando sem apadrinhamento, Davi Davino, que se mexe bem nas ruas.

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