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Nº 5691
José Elias

Confira os destaques da política alagoana #JE02062021

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Por JOSÉ ELIAS | Edição do dia 02/06/2021 - Matéria atualizada em 02/06/2021 às 04h00

TODOS QUEREM SABER ONDE VÃO FICAR PARTIDOS NA PROPORCIONAL

A ciência política não bate na prática com a médica, que indica o caminho sustentável para cura das doenças. No voto, cada um possui uma receita que, no final, combina com os interesses de cada um quando abrem as urnas. Para os candidatos, só existe uma verdade na campanha das ruas – não perder porque derrota significa uma tragédia no caminho. Nessa época, véspera das eleições, máquinas de calcular não faltam nos escritórios onde se fazem divisões de grupos. Todos estão loucos para descobrir para que lado vai pender Arthur Lira, apontando como mais votado na corrida de 2022 por sua condição de presidente da Câmara Federal. Onde vai se localizar João Caldas, pai do prefeito JHC, bem na foto. Prefeito Renato Filho, também bem cotado, está com seus passos seguidos pelos concorrentes comuns. Perseguição ainda na pista do secretário Rafael Brito pela sua desenvoltura por onde passa. Nesse jogo de sobe e desce, há aqueles que fazem figa, fecham os olhos e rezam quando são lançados à mesa nomes carimbados e chamados Copa do Mundo.


OLAVO NÃO QUER DISCUTIR A ELEIÇÃO DE 2022 DE VÉSPERA

Cada um possui um estilo nas decisões e muitos, sem forçação de barra, tem sorte, independentemente da localização. Ganha a admiração das urnas e intimidade com os resultados nas vitórias e derrotas. Entra no jogo de surpresa, inesperadamente, e se despede no momento em que o relógio indica que não chegou a hora de abrir a porta e ir embora. Com esse perfil, Olavo Calheiros ingressou no voto como ilustre desconhecido e se tornou uma liderança incontestável. Atuação de bastidores perfeita, opinião própria, independência nas atitudes, venceu as batalhas, saindo ileso em várias situações. Deu o recado por onde passou, defendeu Alagoas nos momentos de dificuldades e mantém a bandeira na mão. Quando muita gente dizia que ele não se elegeria deputado federal, usou a articulação política para chegar a Brasília. Bem na Câmara, resolveu disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Quando alguém quer tratar da estrutura de sua reeleição, Olavo Calheiros repete sempre a mesma frase, prorrogando a decisão: “Vamos discutir isso depois!”.


CANDIDATOS AVENTUREIROS FICAM TROCANDO DE GALHOS

Chapas proporcionais estão lotadas, cheias de nomes que alguns colaboradores rotulam como imbatíveis. Eles mandam assessores às esquinas e, de caras trancadas, juram que seus patrões são candidatos a algum cargo para que a notícia seja espalhada na redondeza. Na verdade, no momento certo, anunciam candidaturas a cargos totalmente diferentes. É um golpe tradicional que a malandragem usa e, muitas vezes, acerta na mosca por causa da inocência de muita gente. De repente, na busca de uma vaga à Assembleia Legislativa, por exemplo, jogam, de surpresa, nomes à Câmara Federal. E no impacto da mudança, a repercussão garante sucesso nas ruas e o mandato, por preço de ocasião, sai barato. Firmeza nas atitudes valoriza o caminho daqueles que, no voto, não dão giro de corpo, querendo driblar sem intimidade com a bola. Permanecem vestidos na mesma camisa, beijando o escudo e prometendo fidelidade. Teotonio Vilela, no PMDB, e Zé Emilio, do CSA, no MDB, passam atestado de que antiguidade é posto pela lealdade e amor às duas siglas.

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