José Elias
Confira os destaques da política alagoana #JE30062021
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RAFAEL QUER COLOCAR ALAGOAS NA LIBERTADORES DA AMÉRICA
Quem levantar a mão ganha prêmio e recebe a faixa de candidato e, pelo jeito, como único time em campo. Ninguém quis arriscar, até agora, disputar o Palácio na corrida de 2022. Um acontecimento inédito porque, das vezes anteriores, a esta altura do campeonato, as bolsas de apostas estariam agitando o mercado político, com nomes de todos as tribos. Apareceu, finalmente, uma figura disponível que, na roda gigante da vida, mostra estar preparado para tudo. Rafael Tenório, homem rico, depois de enfrentar amarguras do tempo, coloca sua experiência a disposição de Alagoas. Onde coloca a mão, vira ouro, como rotulam pessoas de sua convivência, certas de que, como empresário, tem jogo de cintura para driblar dificuldades, como jogador de futebol. Como presidente campeão, tirou o CSA da lama e colocou o time na elite brasileira, na disputa da série A. “Governador, vou botar Alagoas na Libertadores da América!” - prometeu, querendo se emocionar, lenço azul na cara. Rafael Tenório dispõe de três instrumentos fundamentais ao voto: sorte, estrela e carisma.
JOTA DUARTE E EDVAL GAIA: UMA ALIANÇA DIFERENTE NA POLÍTICA
Festa de família, os dois estavam sempre juntos, copo de vinho na mão, celebrando a vida. Tira-gosto de primeiro mundo, abraços fortes, apertos de mãos demorados, em clima de paz, harmonia e amor. Nas eleições e na Assembleia Legislativa, a conversa era outra, ninguém é de ninguém, quem for podre que se quebre, primeiro eu, depois o samba. “Por que em casa é uma coisa e lá fora é outra?” -perguntava o governador Divaldo Suruagy, assustado, ao deputado Emílio Silva. Jota Duarte, bem casado com a irmã de Edval Gaia, o pai, nunca misturou o lado político com a emoção de parentesco. Sabia dividir momentos políticos pessoais, com o cuidado de nunca atingir os parentes, aliados e amigos. Hoje, na cadeira de balanço, em Palmeira dos Índios, dão longas gargalhadas, lembrando os tempos das campanhas. Agora, sem compromisso com o voto, tiram onda dos embates travados no Estado. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos e estão aí, de mãos dadas, contando histórias engraçadas, que o imortal Temóteo Correia vai colocar no próximo livro.
PRESIDENTE JURA ESTÁ NO RUI PASSEANDO EM MACEIÓ
A postura da política de antigamente era totalmente diferente das atitudes de agora, a começar pela relação com as ruas. O povo acreditava pelo menos 60% dos que saiam da boca deles, promessas levadas a sério por fatia considerável. Haviam escorregos nos compromissos, muitos justificados, embora outros imperdoáveis, igual sabedoria de perna curta. Inserido nos anais das mentiras do parlamente, episódio pouco conhecido nos bastidores da resenha do voto. Um presidente da Câmara, tentando dar um drible de corpo nos colegas, pediu pra assessoria espalhar estar fora do Estado. No carro, na Pajuçara, recebeu uma ligação de um vereador, amigo das noitadas, querendo resolver as nomeações acertadas. “Tá onde, companheiro?” - quis saber o desesperado aliado, depois de ler os atos do poder no Diário Oficial. “Tó saindo de uma reunião importante aqui no Rio!” - tentou justificar o golpe. Não fosse por telefone, teriam trocado tapas porque não se faz mais vereadores como Audival Amélio, Boleado e Galba Novaes de Castro, que deixaram exemplos à história.