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JOSÉ ELIAS

Confira os destaques da política alagoana #JE06072021

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OS INTERESSES PATROCINAM OS ACORDOS AO SABOR DA VANTAGEM

Poucos desejam encurtar o caminho para baratear a campanha e fechar acordo visando a união das forças políticas. Querem jogar a bola no chuveirinho para tumultuar a defesa adversária e marcar o gol num lance onde vacila na área. Com ataque reforçado de zagueiros, vão pra cima, em bloco, e conquistam, no clássico final, prêmio almejado por todos. Com ambição, palanques reduzidos, olhos arregalados no poder, atraem aqueles que se acostumaram na mordomia. Todos acham que, a princípio, são imbatíveis na corrida do voto e não perdem nem para quem inventou a eleição. A realidade é outra porque, no final, o resultado só aparece depois da apuração, justa ou enrolada, com o julgamento da Justiça. Uns aceitam se juntar, num pacote em que ganham partidos, candidatos e a sociedade. Por que JHC, Arthur Lira, Fernando Collor, Renan Filho, Marcelo Victor não ficam do mesmo lado, com linguagem igual, defendendo as bandeiras das ruas? Qual a dificuldade que impede eles, que só se unem quando estão a favor, se abracem em defesa da voz do povo?

HÁ OS QUE GANHAM NO VOTO E OS QUE NEGOCIAM O MANDATO

Duas linhas para se conquistar o mandato, colocando a faixa de autoridade no peito, exibindo para os mortais. A primeira de forma lícita, falando a verdade nos comícios, transmitindo credibilidade, que garante o prestígio nas ruas. A outra na contramão da história, comercializando consciências, enganando inocentes e prometendo o que não pode honrar. Muitos falam grosso, ameaçam os honestos, armam a metralhadora giratória, mas não possuem autoridade para atacar ninguém. São produtos da corrupção, que não acompanham as regras da legislação, sobrevivem à margem da legalidade. Adquirem e não pagam, passam cheques sem fundo, amam sem gostar e, assinado o acordo, desaparecem.

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Há os que tem começo, meio e fim, entrando e saindo da luta com admiração e respeito de todos. Não atendem os desejos daqueles que passam do limite nas cobranças, embora conquistem elogios dos contrários. Heloisa Helena, Galba Novaes de Castro, Jorge Quintela, Freitas Neto e Rogério Teófilo lembrados por não usar o cargo em benefício próprio.

VOTO SOME COM O FIM DE BEBEDOURO E DO PINHEIRO

A política silencia, mas o voto desaparece com a destruição de Bom Parto, Bebedouro e Pinheiro. Líderes comunitários vão ficar de olho nas visitas que, em épocas eleitorais, aparecem, sorridentes, pedindo apoio. Vão lembrar que cruzaram os braços no momento em que as casas iam desabando e eles cruzando os braços, vendo a tragédia passando. Pra continuar ou conquistar o mandato, todos procurarão “velhos amigos”, que sempre os colocaram no poder. Encontrarão destroços, barracos arruinados pelas rachaduras e as portas no chão, sem identificação. O endereço dos antigos moradores, agora está espalhado pela cidade e a falta de contato, principalmente na necessidade, derrotará os “espertos”. As três localidades, transformadas em fantasmas, já colocaram muitos representantes no parlamento. Nomes como Jorge Assunção, Braga Neto, Marreco, Freitas Neto, Mauro Guedes, Jorge VI, Maurício Quintella e tantos outros que contribuíram com suas histórias. Sem a atenção daqueles que deveriam lutar pelo ressurgimento, ficam sem proteção dos padrinhos.

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