JOSÉ ELIAS
Confira os destaques da política alagoana #JE07072021
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O QUE PENSAM JHC, ARTHUR E LESSA SOBRE O MAPA DE 2022
Ainda não identificados os futuros de JHC, Arthur Lira e Ronaldo Lessa que, no mapa do voto, não definiram posições. Conversam, dão opiniões, mas não sustentam uma atitude definitiva na corrida marcada para o próximo ano. Criam um clima de expectativa, sobretudo sobre o destino do presidente da Câmara Federal, principal protagonista do processo.
É verdade que está cedo, se bem que não muito distante de 2022, ano que o bicho vai pegar. Os analistas previam que, pelo menos em junho, as articulações estivessem na imprensa, olhando para o voto. Até agora nada, ninguém bota a cabeça de fora, não se pronuncia nem sobre a conjuntura política, limitando-se a acompanhar os lances na mídia social.
Silêncio absoluto, pesquisas apontam para o crescimento de JHC, produto de sua atuação, principalmente no avanço da vacinação contra a Covid. Interrogação na cabeça dos líderes partidários, Arthur Lira pode sair governador e Ronaldo Lessa conta com a maior torcida do PDT para ser prefeito de Maceió. Placar em branco, jogo sequer abriu os portões.
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POSIÇÕES INCERTAS, DESENHO DO XADREZ AINDA NO ESCURO
Cálculos, números, previsões, composições, tudo aparece na tela como palpites dos que se interessam por política. Cada um tem sua opinião, que não passa de um tiro no deserto, com pretensão de acertar alguma coisa. Nem chega perto do adágio segundo o qual se detona no peru para acertar a galinha, hoje coisa rara no quintal que antes era farto. Nessa altura do campeonato, na Praça Pedro II, em frente à Assembleia Legislativa, a eleição já tinha os concorrentes. O cientista Joinha, fuxiqueiro oficial, não pensava duas vezes para anunciar o senador e governador. “Estamos na entressafra, os trabalhadores fora do corte da cana e empresários do setor trancados no gabinete!” - lamenta o comunista.
Negócio é o seguinte: ninguém tem posição definitiva porque as articulações sequer deram o pontapé inicial. Quais serão as chapas que disputarão a vaga principal do Palácio no final das alianças, aparadas arestas que sempre aparecem na vitrine? Marcelo Victor será mesmo o candidato do MDB, Davi Davino está fora do jogo, Rodrigo Cunha chega lá?
NOMES NOVOS PODEM ENTRAR EM CENA NO VOTO AO GOVERNO
De baixo, prestígio comprometido, Ronaldo Lessa voltou à cena como um milagre político. Ganhou vaga de vereador até hoje contestada por alguns setores, deixando Terezinha Ramirez fora do mandato, uma injustiça para muitos. Candidato a prefeito de Maceió inexpressivo, ganhou fôlego, partir pra cima e derrotou, no voto, Zé Bernardes e Teotonio Vilela.
Tudo isso para dizer que, em política, nem sempre a opinião da maioria prevalece na contagem dos votos. Às vezes, aposta-se no vermelho e o azul, que passa um, a fase de crises sai na frente, surpreendendo as torcidas. É o caso da sucessão estadual de Alagoas que, mesmo devagar, colocam indicações cujas figuras são, no papel, imbatíveis.
Na balança do povo, nunca está fora de cogitação aquela frase popular de que “os últimos serão os primeiros”. Sendo assim, por exemplo, Rafael Brito, Alexandre Ayres e Isnaldo Bulhões estão no banco de reserva. E Renato Filho, do Pilar, que já vestiu a camisa, lançando-se ao Palácio, pode ser convocado a qualquer momento, dependendo da oportunidade.